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Programa gratuito para dependentes químicos é suspenso em Ribeirão Preto

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Programa gratuito dependentes químicos
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Após nove anos de atuação, o programa dedicado à prevenção e tratamento do uso de álcool e outras drogas encerrou suas atividades. Uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros e assistentes sociais, trabalhou incansavelmente para alertar a população sobre os malefícios dessas substâncias, além de oferecer suporte direto a pacientes em recuperação.

O Impacto do Fechamento

O psiquiatra Erickson Furtado, coordenador do programa, lamenta o encerramento, explicando que a decisão foi motivada por um parecer desfavorável da administração regional de saúde, impactando o financiamento do Paipart, essencial desde 2006. Furtado ressalta que o programa era único no estado e que o momento de restrição de recursos pode ter contribuído para a decisão.

Benefícios Abrangentes

O alcance do Paipart era vasto, desde a assessoria a municípios e treinamento de equipes profissionais até o atendimento direto a pacientes no hospital. Grupos de maior risco, como gestantes usuárias de substâncias, recebiam atenção especializada. Furtado destaca um programa específico de identificação e acompanhamento dessas gestantes, considerando a alta complexidade da clientela do Hospital das Clínicas.

Lacuna no Atendimento

A maior preocupação de Furtado é a falta de informações sobre alternativas para o atendimento dos pacientes e seus familiares. Ele enfatiza o esforço contínuo para manter o programa ativo, reconhecendo o preconceito e a falta de prioridade dedicados à questão do álcool e drogas na área da saúde pública.

Histórias de Superação

O programa oferecia um grupo de manutenção para pacientes em abstinência, proporcionando acompanhamento de longo prazo e reforçando a confiança na recuperação. Furtado relata que, em uma avaliação de pacientes internados no Hospital das Clínicas ao longo de dez anos, identificaram-se mais de dois mil casos de uso de cocaína e crack, muitos sem receber qualquer tipo de tratamento ou encaminhamento.

A esperança é que o programa possa ser restabelecido, retomando o atendimento aos pacientes e as ações de prevenção ao uso de álcool e drogas.

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