Quem analisa os números e projeto o impacto do cenário na economia local é o consultor econômico José Rita Moreira
A safra de cana-de-açúcar 2022-2023 superou as expectativas, com uma produção estimada em 610 milhões de toneladas, um crescimento de quase 5,5% em relação à safra anterior. As exportações também registraram números expressivos, com mais de 29 milhões de toneladas de açúcar (13% a mais que nos ciclos anteriores) e 2,8 bilhões de litros de etanol (58% a mais).
Cenário Econômico Positivo e seus Impactos
O construtor econômico José Rita Moreira analisou o cenário, destacando o preço do açúcar, o maior dos últimos 11 anos, impulsionado por problemas de safra em outros países. As chuvas favoráveis e o avanço tecnológico contribuíram para uma produção robusta, atendendo a uma demanda internacional aquecida. O aumento das exportações de etanol, apesar de impactar o preço interno, é justificado pela atratividade do mercado internacional e pela chegada do etanol de milho ao mercado nacional.
Benefícios Regionais e Preocupações com o Preço Interno
Moreira ressaltou a importância de que os recursos gerados pelas exportações circulem na região, impulsionando o comércio, a geração de empregos e o mercado imobiliário. Entretanto, a preocupação com o preço interno do etanol e do açúcar permanece, uma vez que as exportações elevadas podem reduzir a oferta local e, consequentemente, aumentar os preços para o consumidor. A falta de um estoque regulador para garantir o abastecimento interno a preços justos foi apontada como um entrave.
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Perspectivas Futuras e Desafios
Para a safra 2023-2024, a expectativa é de um aumento ainda maior nas exportações de açúcar (7%), impulsionado por pedidos internacionais já firmados. A tendência é de uma safra mais açucareira do que alcooleira, o que pode manter a pressão sobre os preços internos. A incerteza quanto às políticas econômicas para o agronegócio também influencia o mercado, podendo dificultar a redução dos preços de combustíveis.



