Jovens participam de cursos preparatórios e são encaminhados para entrevistas de emprego
Adolescentes que buscam o primeiro emprego frequentemente enfrentam o desafio da falta de experiência. A situação se complica ainda mais para jovens com passagens pela Fundação Casa, como relata um garoto de 17 anos com histórico de internações e envolvimento com o tráfico de drogas. A pergunta que fica é: como o acesso a oportunidades de trabalho poderia mudar a trajetória desses jovens?
Um Projeto Promissor
Um projeto conjunto da Fundação Casa e do CIE (Centro de Integração Empresa-Escola) busca transformar essa realidade. Por meio de treinamentos na sede do CIE e na Fundação Casa, menores infratores são preparados para o mercado de trabalho e encaminhados para entrevistas em empresas conveniadas. A primeira fase do projeto, finalizada em março, resultou em empregos (como estagiários ou aprendizes) para 60% dos participantes em empresas públicas. Um jovem de 16 anos, após participar do projeto, conseguiu um emprego em um banco, retornou aos estudos e atrásra faz cursos de capacitação, relatando uma mudança radical em sua vida.
Desafios e Perspectivas
Apesar dos resultados positivos, o projeto enfrenta obstáculos. Ainda não há adesão de empresas privadas. Matheus Rubiano, supervisor do CIE, destaca a necessidade de desmistificar preconceitos e convida empresas interessadas a participar. João Rafael Mioll, diretor da Fundação Casa, acredita que o modelo, iniciado em 2015 em Ribeirão Preto, tem potencial para ser expandido para outras cidades e até mesmo para todo o Brasil, como uma forma de reinserção social e profissional desses jovens.
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O projeto representa uma importante iniciativa de reinserção social, oferecendo aos adolescentes a oportunidade de construir um futuro melhor por meio do trabalho e da capacitação profissional. Empresas interessadas podem entrar em contato com o CIE pelo telefone (16) 3913-1000 ou pelo site aprendislegaltudujunto.org.br.



