EPI é mais eficiente na contenção do vírus do que as máscaras convencionais; idealizadora, Grazi Biancuzzi, traz os detalhes
Em Ribeirão Preto, uma iniciativa sem fins lucrativos tem distribuído máscaras PFF2 para a população, focando principalmente nos usuários do transporte público. Motivado pelo aumento de casos de Covid-19 e o surgimento de novas variantes, o projeto, iniciado em maio, já distribuiu cerca de 500 kits com quatro máscaras cada.
Distribuição de máscaras PFF2 e o transporte público
O projeto prioriza a distribuição de máscaras PFF2 para usuários de transporte público, considerados um grupo de alto risco devido à aglomeração e à ventilação precária. A máscara PFF2, com clipe nasal e sistema de dupla filtragem, oferece maior proteção contra a infecção pelo coronavírus em comparação com máscaras de tecido.
Apoio da Câmara Municipal e desafios para a segurança sanitária
A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que aprovou um projeto de lei para o uso obrigatório de máscaras para quem atende o público diretamente. Apesar disso, a idealizadora do projeto, Grazielle Biancusi, destaca a necessidade de maior engajamento do poder público em campanhas de conscientização sobre os protocolos de segurança sanitária, incluindo a importância do uso correto da máscara PFF2 e a conscientização sobre o que configura aglomeração.
A importância da comunicação e engajamento da população
Grazielle ressalta a dificuldade em comunicar a importância dos protocolos de segurança e a necessidade de engajamento da população. A falta de campanhas efetivas da prefeitura, segundo ela, dificulta a adesão aos protocolos e a compreensão dos riscos de aglomeração, mesmo em encontros familiares ou com amigos. O projeto utiliza o Instagram (@pff2ribeiraopreto) como principal canal de comunicação e arrecadação de fundos para a compra e distribuição das máscaras. A previsão é arrecadar recursos até 27 de junho, via financiamento coletivo e Pix.



