Queda é a principal causa de morte acidental na terceira idade
Quedas são responsáveis por um número alarmante de mortes e lesões em idosos, representando 70% das mortes acidentais nessa faixa etária, segundo dados do Ministério da Saúde. Estima-se que 30% dos idosos sofram pelo menos uma queda anualmente. Para combater essa realidade, pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP de São Carlos e do Departamento de Gerontologia da UFSCar uniram forças em um projeto inovador.
Prevenção de Quedas por meio da Tecnologia
O projeto, liderado pelo professor Moacir Ponte da USP, busca identificar padrões de movimento que indiquem risco de quedas futuras em idosos. A ideia é antecipar-se aos acidentes, alertando profissionais de saúde, cuidadores e os próprios idosos sobre potenciais perigos, permitindo intervenções preventivas, como ajustes na medicação.
Monitoramento e Detecção de Padrões
Para alcançar esse objetivo, o estudo utiliza um teste padronizado chamado “Time Up and Go”, onde o idoso levanta de uma cadeira, anda alguns metros, volta e senta novamente. Este teste, que simula atividades cotidianas, permite a captura de dados de movimento que são analisados para identificar padrões associados a um maior risco de quedas. Os participantes carregam sensores que monitoram seus movimentos, tanto durante o teste quanto em suas atividades diárias, permitindo a comparação e a detecção de padrões de alerta.
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Resultados e Futuro do Projeto
Após um ano de testes com 35 idosos, o projeto recebeu financiamento do Google para expandir a pesquisa para mais 74 participantes. A tecnologia utiliza sensores de baixo custo, presentes em dispositivos como smartwatches e smartphones, abrindo caminho para o desenvolvimento de aplicativos que possam ser usados no dia a dia. A expectativa é que, até o final de 2018, o projeto esteja em estágio avançado e pronto para chegar ao mercado, oferecendo uma ferramenta valiosa para a prevenção de quedas em idosos.



