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Projeto da UPA Zona Norte tem erros iguais ao do Anexo da Câmara

Diagnóstico foi feito pela CEE que acompanha a construção; obras nos prédios do futuro hospital estão paradas há um ano
UPA Zona Norte
Diagnóstico foi feito pela CEE que acompanha a construção; obras nos prédios do futuro hospital estão paradas há um ano

Diagnóstico foi feito pela CEE que acompanha a construção; obras nos prédios do futuro hospital estão paradas há um ano

Vereadores fiscalizam obras de UPAs em Ribeirão Preto

UPA Sumarezinho: Pronta, mas sem equipamentos

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Sumarezinho está concluída, mas enfrenta um problema crítico: a falta de equipamentos e profissionais de saúde. Apesar do investimento em construção proveniente do governo federal, a prefeitura ainda não providenciou a contratação de médicos, enfermeiros e funcionários necessários para o funcionamento da unidade.

UPA Simione: Obras paralisadas há um ano

A construção da UPA nos bairros Simione e Quintino 2 está paralisada há um ano. Orçada em R$ 3,5 milhões, a obra apresenta um erro fundamental no projeto inicial: a falta de espaço adequado para a entrada e saída de ambulâncias. De acordo com o vereador Elísio Rocha, presidente da Comissão de Estudos, esse erro acarretou em atrasos e dificuldades na execução do projeto. A construtora Pafil, responsável pela obra, já solicitou dois aditamentos de valores e três de prazo, tendo realizado 54% do total da obra. A última medição ocorreu em fevereiro do ano passado, e o contrato encerrou em outubro do mesmo ano. A pressa em entregar o projeto à prefeitura para não perder recursos federais contribuiu para os problemas encontrados.

Erros de projeto e a necessidade de mudanças na gestão

O vereador Elísio Rocha compara os erros na construção da UPA com os ocorridos no anexo da Câmara, também alvo de investigação. Ele defende a necessidade de mudanças no sistema de gestão de obras públicas, sugerindo a presença de engenheiros e arquitetos para acompanhar os projetos desde o início, evitando retrabalhos e custos adicionais. A obra do anexo da Câmara, orçada em R$ 6,7 milhões, também apresenta atrasos e problemas, com a construtora Cedro alegando falhas no projeto como justificativa para um pedido de aditivo de R$ 1,5 milhão. O vereador Luciano Mega também cobra maior atenção da prefeitura para solucionar o problema das UPAs, sugerindo a aceleração do processo de conclusão das obras, considerando a carência de pessoal como um dos maiores desafios da gestão pública municipal. A possibilidade de transferência de pessoal da UBS Quintino II para a UPA é mencionada como uma solução para o problema de pessoal, mas enquanto isso, os mais de 200 mil moradores da região continuam sem o acesso adequado aos serviços de saúde.

A falta de acesso à saúde afeta diretamente a população, como relatado por Jadil Sompérez, morador da região, que destaca as dificuldades em buscar atendimento médico adequado. A reportagem tentou contato com a construtora Pafil, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição. A prefeitura também foi questionada sobre o projeto base, aguardando-se um retorno.

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