As cidades da região estão preparadas para o envelhecimento da população? Promotor do idoso de Ribeirão analisa o tema
Um projeto de lei visa liberar o funcionamento de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) em toda a cidade, inclusive em zonas estritamente residenciais. Essa proposta levanta preocupações sobre a capacidade de Ribeirão Preto e outras cidades em atender às necessidades da crescente população idosa.
O que são ILPIs e Casas de Repouso?
O promotor do idoso de Ribeirão Preto, Ramon Lopes, esclareceu a diferença entre ILPIs e casas de repouso. ILPIs atendem idosos com independência nas atividades, focando na assistência social. Casas de repouso, por sua vez, acolhem idosos com maior dependência, necessitando de cuidados mais intensivos, considerando a classificação de graus de dependência da VISA (dependência em até três atividades de autocuidado (grau 2) ou dependência em todas as atividades (grau 3)).
Preparo para o Envelhecimento da População
Quanto à preparação das ILPIs e dos bairros para receber mais idosos, Lopes observa que o projeto de lei pode facilitar a instalação de novas instituições em áreas urbanas antes proibidas. Apesar da existência de um número considerável de ILPIs e casas de repouso privadas e filantrópicas em Ribeirão Preto, ainda há carência de vagas. A população brasileira está envelhecendo rapidamente, e a previsão é de um aumento significativo de idosos nas próximas décadas, o que demandará um planejamento cuidadoso do poder público para evitar filas de espera por vagas, semelhante ao problema atual com creches.
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Desafios e Necessidades Futuras
A discussão sobre a liberação de ILPIs em todos os bairros destaca a necessidade de uma reflexão conjunta da sociedade sobre políticas públicas para fortalecer essas instituições e garantir o cuidado e o acolhimento adequado dos idosos. A falta de instituições públicas e a dependência de instituições privadas e filantrópicas também exigem atenção, assim como a fiscalização e o controle de qualidade por órgãos como a Vigilância Sanitária. É preciso um planejamento estratégico para atender a demanda crescente de forma eficiente e humanizada.



