Ideia é construir uma usina térmica e economizar R$ 190 mil por mês, que é o custo do recolhimento e destinação do lixo
O lixo orgânico, que normalmente acaba em aterros sanitários, pode ser transformado em uma fonte de energia limpa e renovável. Usinas térmicas que utilizam esse recurso já são realidade em outros países e começam a ganhar espaço no Brasil, mostrando-se como uma solução inovadora e sustentável para o problema do descarte de resíduos.
Desafio e oportunidade em São José do Rio Pardo
Em São José do Rio Pardo, a produção diária de lixo chega a 60 toneladas, gerando um custo mensal de R$ 70 a 90 mil apenas com o aluguel do aterro em Itapirativa. Somando os gastos com coleta, o valor total ultrapassa R$ 190 mil mensais. Essa realidade, no entanto, pode mudar com um projeto em estudo para a construção de uma usina que converterá o lixo orgânico em gás, posteriormente usado para gerar energia elétrica.
Tecnologia e processo de conversão
O processo prevê o descarte do lixo em um depósito elevado, onde ele é triturado e passa por um separador magnético para remover materiais metálicos e outros impróprios para o processo. Após nova trituração, o lixo orgânico é submetido a um processo de cozimento em alta temperatura, resultando na produção de gás combustível para alimentar motores geradores de energia. O custo estimado para a construção da usina é de R$ 9 milhões.
Sustentabilidade e benefícios para a cidade
A prefeitura de São José do Rio Pardo busca alternativas para viabilizar o projeto, incluindo a possibilidade de dividir os custos com outros municípios. Para o prefeito Hernani Vasconcelos, a usina pode gerar autossuficiência energética para a cidade, eliminando a necessidade de pagamento de energia elétrica para prédios públicos. A iniciativa também se alinha às políticas nacionais de resíduos sólidos, que incentivam a separação do lixo orgânico nas residências. A viabilidade do projeto depende da aprovação da CETESB, que atualmente analisa a proposta. A iniciativa demonstra o potencial da transformação de resíduos em energia, uma solução moderna e eficiente para o manejo de grandes poluentes, e reforça a importância da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, como demonstrado pelo protótipo desenvolvido pelo departamento de Hidráulica e Saneamento da USP em São Carlos.



