Caixas plásticas estão sendo distribuídas para a população para depósito de alimentos que serão transformados em adubo
A compostagem caseira é uma prática simples e eficiente para transformar restos de alimentos em adubo, reduzindo o lixo orgânico e beneficiando o meio ambiente. Conversamos com Rafael Giral, formado em Gestão Ambiental e mestre em Políticas Públicas, coordenador do projeto Composta Sertão, que auxilia famílias na implementação desse sistema.
Como funciona a compostagem caseira?
O processo consiste em replicar o ciclo natural de decomposição, transformando resíduos orgânicos em húmus sólido e líquido. Utilizando caixas plásticas modulares, os restos de alimentos (exceto carnes) são adicionados, juntamente com uma cobertura seca (grama seca, folhas secas ou serragem). As caixas são furadas para permitir o escoamento do líquido, que é coletado em uma caixa separada. Minhocas podem ser adicionadas para acelerar o processo.
Benefícios e dimensões do sistema
O sistema de compostagem caseira proposto pelo projeto Composta Sertão apresenta diversas vantagens. A cobertura seca impede a formação de odores desagradáveis e afasta insetos. O adubo líquido fica pronto em cerca de 15 dias, enquanto o adubo sólido leva 60 dias. O tamanho das composteiras varia de acordo com o tamanho da família: kits com três ou quatro caixas de 36 litros (60cm de profundidade x 40cm de largura) são oferecidos gratuitamente pelo projeto.
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O projeto Composta Sertão já atende 350 famílias e visa alcançar 1200, oferecendo gratuitamente kits de compostagem. Essa iniciativa contribui significativamente para a redução de resíduos em aterros sanitários, promovendo a sustentabilidade e a economia circular. Para mais informações e inscrição, acesse composta.sertao.com.br. O projeto é financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente e o Fundo Social da Caixa.



