O projeto para transformar o Parque Permanente de Exposições de Ribeirão Preto em uma arena multiuso prevê investimento inicial de aproximadamente R$ 130 milhões. A proposta também inclui a requalificação de toda a área, a construção de uma praça e espaços com restaurantes e lanchonetes. Segundo o secretário municipal de Administração, João Mião, a arena terá capacidade para cerca de 16 mil pessoas.
Os detalhes foram apresentados durante uma audiência pública realizada na última sexta-feira, que discutiu os estudos técnicos para a gestão, operação, manutenção e exploração do espaço. A proposta foi elaborada a partir de um projeto apresentado por um consórcio e aprovado pela comissão indicada pela administração municipal.
Segundo Mião, a intenção é recuperar a estrutura, que, de acordo com ele, estava abandonada quando o prefeito Ricardo Silva assumiu a gestão. O modelo em estudo prevê a concessão do parque à iniciativa privada, por meio de um processo licitatório.
Concessão e prazos
Após a audiência pública, a população pode encaminhar sugestões sobre o projeto até o dia 20 de outubro, pelo e-mail do gabinete da Secretaria de Administração, informado no site da Prefeitura de Ribeirão Preto. Os projetos técnicos e o projeto arquitetônico também estão disponíveis no portal do município.
Depois do prazo para contribuições, as sugestões serão analisadas pela comissão responsável. Caso sejam aceitas, poderão provocar mudanças na proposta. Na sequência, a prefeitura pretende encaminhar um projeto de lei à Câmara Municipal. Se a concessão for aprovada pelos vereadores, será publicado o edital para a realização da licitação.
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De acordo com o secretário, a expectativa é que o processo licitatório ocorra ainda em 2026, caso todas as etapas sejam concluídas conforme o previsto. O projeto estabelece prazo de até 18 meses para a execução das obras, com previsão de início no primeiro semestre de 2027. A estimativa da administração é que o espaço esteja requalificado nos próximos dois anos.
Investimentos previstos
Além do investimento inicial de aproximadamente R$ 130 milhões para a construção da arena, a requalificação do parque e a implantação de uma praça, o projeto prevê custos de cerca de R$ 44 milhões ao longo dos 35 anos de concessão.
Atualmente, segundo Mião, a prefeitura mantém o terreno com serviços de roçada e limpeza. Para a realização de eventos, também é necessário contratar iluminação e providenciar a estrutura necessária, já que o espaço não conta com essas instalações de forma permanente.
A proposta busca oferecer uma estrutura mais adequada para receber grandes eventos, com melhorias que também devem contemplar a infraestrutura tecnológica e a conectividade. A questão foi levantada durante a entrevista diante das dificuldades de acesso à internet relatadas por frequentadores em eventos com grande público.
Acesso gratuito
Segundo o secretário, o projeto prevê que o parque permaneça aberto gratuitamente à população todos os dias. A proposta inclui a construção de um boulevard com restaurantes e lanchonetes, além de uma praça para uso público.
O modelo também estabelece a realização de pelo menos sete eventos gratuitos. Desse total, dois seriam promovidos pela prefeitura e outros cinco ficariam sob responsabilidade da futura concessionária.
A concessão ainda depende da análise das sugestões apresentadas pela população, da aprovação de um projeto de lei pela Câmara Municipal e da realização da licitação. Até a publicação do edital, não há definição sobre quais empresas ou consórcios poderão disputar a gestão do Parque Permanente de Exposições.



