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‘Projeto S’ indica que, seis meses após a aplicação da 2ª dose, anticorpos contra a Covid se mantiveram acima de 99%

Pesquisadores fizeram o sequenciamento sorológico da população vacinada em Serrana; coordenadora do Projeto explica os detalhes
anticorpos Covid
Pesquisadores fizeram o sequenciamento sorológico da população vacinada em Serrana; coordenadora do Projeto explica os detalhes

Pesquisadores fizeram o sequenciamento sorológico da população vacinada em Serrana; coordenadora do Projeto explica os detalhes

O Instituto Butantan divulgou novos resultados do projeto S, que acompanhou a vacinação em massa da população de Serrana com a Coronavac. Seis meses após a segunda dose, as taxas de anticorpos contra a Covid-19 se mantiveram acima de 99% na população estudada. A terceira dose, aplicada principalmente em idosos, aumentou ainda mais os níveis de anticorpos.

Resultados da Imunização

De acordo com a médica infectologista e coordenadora do projeto, Natasha Nicos Ferreira, a taxa acima de 99% de produção de anticorpos indica uma resposta imune robusta. Entretanto, a doutora ressalta que a produção de anticorpos não garante proteção total contra a doença, sendo necessário avaliar a correlação entre os níveis de anticorpos e a manifestação da Covid-19. O estudo se concentrou na dosagem sorológica, monitorando a presença e a quantidade de anticorpos ao longo do tempo.

A Terceira Dose e os Idosos

A pesquisa também analisou o impacto da terceira dose da Coronavac em idosos. Os resultados mostraram que, apesar de apresentarem títulos de anticorpos um pouco menores que os adultos após a segunda dose, os idosos alcançaram níveis até maiores após a dose de reforço. Isso sugere um reforço significativo da imunidade, embora a correlação com a gravidade da doença ainda esteja em análise. O projeto, que já teve três fases, continua acompanhando os participantes a cada três meses para monitorar a resposta imune a longo prazo.

Segurança e Eficácia da Vacina

O estudo não analisou especificamente a eficácia da Coronavac contra a variante Ômicron. Contudo, dados de outros estudos indicam que a vacina oferece alguma proteção, embora a porcentagem exata ainda precise de mais investigação. A médica reforça que a vacinação continua sendo fundamental, pois contribui para reduzir a gravidade dos casos. A segurança da Coronavac também foi destacada, com milhões de pessoas já vacinadas e dados positivos de segurança. A pesquisa observou uma queda significativa nos casos graves de Covid-19 na onda de janeiro e fevereiro, provavelmente devido à vacinação e à menor letalidade da variante Ômicron. O acompanhamento da população vacinada continua, com a próxima fase prevista para daqui a três meses, mantendo o mesmo desenho do estudo anterior.

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