Mais de 7 mil máscaras de tecido já foram produzidas e um protótipo de respirador caseiro foi desenvolvido
Uma das principais dificuldades enfrentadas por profissionais da saúde no Brasil é a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A pandemia de COVID-19 expôs um problema que existe há décadas: a carência de materiais adequados no SUS.
Iniciativas de solidariedade na produção de EPIs
Em meio à crise, diversas iniciativas comunitárias surgiram para suprir essa demanda. Um exemplo é o trabalho do professor Luciano Patrocini, que, junto a amigos, começou a produzir protetores faciais com impressoras 3D e máscaras de acetato. O grupo já entregou 7 mil máscaras de tecido e visa alcançar a marca de 4 mil unidades de protetores faciais para hospitais da região. Além disso, produziram uma caixa de acrílico para proteger médicos e enfermeiros da UPA de Batatais e aventais descartáveis em TNT para a Santa Casa.
Respirador caseiro de baixo custo
Outra iniciativa inovadora é o desenvolvimento de um protótipo de respirador caseiro de baixo custo (cerca de R$150) pelos professores Carlos Renato da Silva e seu filho. Utilizando materiais improvisados como pontas de desentupidoras de pia, canos de PVC e motor de limpador de parabrisa, o protótipo simula a entrada e saída de ar nos pulmões. Para dar continuidade ao projeto, os criadores buscam a colaboração de profissionais da área para testar a eficácia do dispositivo.
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A força da união em tempos de crise
As iniciativas relatadas demonstram a capacidade de resposta da sociedade civil em situações de emergência. A produção colaborativa de EPIs e o desenvolvimento de tecnologias de baixo custo para suprir a falta de equipamentos médicos reforçam a importância da solidariedade e da união para enfrentar os desafios da pandemia e fortalecer o sistema de saúde.



