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Promotor aprova decisão do STJ que determinou que Natália Ponte vá a júri popular

Decisão foi baseada no argumento de que Natália sabia do comportamento agressivo de Guilherme Longo, suspeito de matar Joaquim
Júri popular Natália Ponte
Decisão foi baseada no argumento de que Natália sabia do comportamento agressivo de Guilherme Longo, suspeito de matar Joaquim

Decisão foi baseada no argumento de que Natália sabia do comportamento agressivo de Guilherme Longo, suspeito de matar Joaquim

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que Natália Ponte, mãe de Joaquim Pontmarques, será levada a júri popular por homicídio doloso triplamente qualificado pela morte do filho. A decisão contraria o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que considerava o caso como homicídio culposo, o que eximiria Natália de um julgamento pelo júri.

Entendimento do Ministério Público

Para o promotor Marcos Túlio Nicolino, a decisão do STJ foi acertada. Ele sustenta que Natália tinha conhecimento do comportamento agressivo de Guilherme Longo, pai da criança e também réu no caso, e de seu retorno ao uso de drogas, o que demonstra que ela sabia dos riscos que Joaquim corria. As provas apresentadas, segundo o promotor, sustentam a acusação de homicídio doloso, mesmo com a complexidade do processo. Nicolino afirma acreditar na responsabilidade de Natália desde o início das investigações, razão pela qual a denunciou por homicídio triplamente qualificado.

Posição da Acusação

Alexandre Durante, assistente de acusação que representa o pai da criança, reforça a necessidade de Natália ser julgada pelo júri popular. Para ele, as provas coletadas demonstram a culpa de Natália, agravada pelo crime contradescendente, o que torna sua situação mais grave do que a de Guilherme Longo. O crime ocorreu em novembro de 2013, e a promotoria sempre defendeu a tese de omissão de Natália em relação à segurança do filho, que na época tinha três anos.

Próximos Passos

Ainda não há data definida para o julgamento. O advogado de Natália informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a decisão do STJ. O caso permanece em desenvolvimento, aguardando os próximos passos do processo judicial.

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