Secretarias municipal e estadual da educação manifestaram a intenção do retorno das atividades nas escolas em atrássto
A Prefeitura de Ribeirão Preto planeja retomar as aulas presenciais nas escolas municipais em 3 de atrássto. No entanto, essa decisão depende do avanço da vacinação dos profissionais da educação e de vistorias para garantir as condições sanitárias dos prédios, conforme decisão judicial em ação movida pelo sindicato dos servidores.
Desafios para o retorno às aulas presenciais
Segundo o secretário de Educação, Felipe Elias Miguel, metade dos alunos da rede municipal perdeu o interesse pelo ensino remoto devido às dificuldades de acesso e à falta de interação. A secretária estadual de Educação, Roselia Soares, alertou para o aumento do analfabetismo infantil durante a pandemia, um prejuízo de longo prazo.
Preocupações do Ministério Público
O promotor de Justiça de Ribeirão Preto, Dr. Nalfelca, do Grupo de Atuação Especial de Educação (GEDUC) do Ministério Público, expressou preocupação com a antecipação do retorno. Ele destaca que a ação judicial que suspendeu as aulas presenciais considerou o risco à saúde de crianças e profissionais da educação. O Ministério Público acompanha a situação desde o início da pandemia, cobrando melhorias na educação remota e na alimentação escolar. Dr. Nalfelca aponta falhas na educação remota, afirmando que, se fosse eficiente, a rede privada já a teria adotado. Ele também questiona a falta de testagem em larga escala, essencial para o rastreamento de assintomáticos, e a necessidade de reformas em escolas para garantir a ventilação adequada, conforme exigência do Ministério Público desde 2018.
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Condições para um retorno seguro
A ação judicial determina a vacinação de todos os profissionais e vistorias em todas as 110 escolas por três infectologistas. Aproximadamente 35 escolas apresentam dificuldades em atender às exigências de ventilação. O promotor destaca que a vacinação por si só não garante a biosegurança, sendo crucial a testagem em larga escala e a melhoria das condições sanitárias das escolas. O Ministério Público prioriza a saúde e a segurança de alunos e profissionais, reconhecendo a necessidade de recuperar as perdas pedagógicas, mas somente após garantidas as condições de segurança.



