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Promotor de defesa do caso Luana Barbosa pede nova convocação de testemunhas

Elas teriam visto os policiais agredindo a mulher; primeira audiência de instrução ouviu seis pessoas
Caso Luana Barbosa
Elas teriam visto os policiais agredindo a mulher; primeira audiência de instrução ouviu seis pessoas

Elas teriam visto os policiais agredindo a mulher; primeira audiência de instrução ouviu seis pessoas

Em mais um dia de audiências no fórum de Ribeirão Preto, o caso da morte de Ana em 2016 continua a gerar debates. Acompanhamos a cobertura ao vivo com a jornalista Michelle Souza, que trouxe atualizações importantes sobre o andamento do processo.

Testemunhas e o andamento da instrução probatória

De acordo com o advogado assistente de acusação, Dr. Daniel Rond, estavam previstas mais de 30 testemunhas (entre acusação e defesa), mas apenas seis foram ouvidas ontem. Ele explicou que a fase de instrução probatória segue um procedimento jurídico específico, ouvindo-se primeiro as testemunhas de acusação. A audiência de ontem foi interrompida devido a um incidente com uma testemunha de acusação, necessitando de uma nova data para seu depoimento. Após isso, serão ouvidas as testemunhas de defesa.

A versão dos policiais

O advogado Dr. Júlio Moçim, que representa dois dos três policiais militares acusados (Douglas Luiz de Paula e André Donizete Camilo), apresentou a versão de seus clientes. Segundo ele, os policiais cumpriram o manual de abordagem da Polícia Militar. Eles alegam que Luana Barbosa dos Reis e seu filho ofereceram resistência à abordagem, havendo inclusive provas periciais que corroboram com a versão dos policiais. A defesa afirma que a Luana agrediu os policiais, chutando a viatura e batendo a cabeça na mesma, sendo presenciado por diversas testemunhas. Os policiais afirmam que conduziram Luana à central de plantão judiciário, negando qualquer ato de espancamento.

Reações e próximos passos

A família de Luana acusa os policiais de espancamento, racismo e homofobia. Ontem, protestos de movimentos sociais (LGBTIA+, afro e de mulheres) ocorreram em frente ao fórum em apoio à família e pedindo justiça. O promotor Elizê José Berardo Gonçalves, que denunciou os policiais e pediu a prisão deles, informou que foram ouvidas seis testemunhas de acusação e que solicitará a oitiva de mais quatro testemunhas protegidas. Embora o promotor esperasse pela decretação da prisão dos policiais, o pedido ainda não foi apreciado pelo Tribunal de Justiça. O acompanhamento do caso continua, aguardando-se a definição da data da próxima audiência.

Apesar dos desafios e impasses encontrados durante a audiência, o processo segue em andamento, com a expectativa de que novas informações e depoimentos contribuam para a elucidação dos fatos e a busca por justiça.

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