Marcus Túlio Nicolino falou à CBN Ribeirão
O Ministério Público (MP) não descarta a possibilidade de solicitar uma nova reconstituição dos eventos que antecederam o desaparecimento do menino Joaquim Ponti Marques, ocorrido em 5 de novembro. Desta vez, a reconstituição focaria no percurso que Guilherme Longo teria feito, desde a residência da família até o córrego onde, supostamente, a criança foi deixada. O objetivo é aprofundar a compreensão desta nova fase da investigação.
O Sumiço da Ampola de Insulina
Um ponto crucial nas investigações é o desaparecimento de uma das ampolas de insulina que seriam utilizadas por Joaquim, que era diabético. Segundo o promotor Marcos Tulio Nicolino, Guilherme Longo teria comprado cinco ampolas de insulina antes da morte de Joaquim. Uma estava parcialmente utilizada, três intactas e uma desapareceu dentro da residência. Essa informação reforça a suspeita de que uma dose de insulina acima do normal pode ter sido administrada ao menino.
Local da Morte e a Superdosagem de Insulina
O delegado Paulo Henrique informou que a morte de Joaquim pode ter ocorrido dentro de casa, o que é compatível com a hipótese de uma superdosagem de insulina. Especialistas apontam que, se a criança realmente foi vítima de uma dose excessiva de insulina, o efeito teria sido rápido, levando ao coma em um período de três a cinco minutos.
Leia também
A Ligação Anônima e as Suspeitas Sobre o Padrasto
Uma ligação anônima feita na manhã do desaparecimento da criança também é considerada um elemento importante na investigação. Embora a ligação seja vaga e sem muitos detalhes, ela contribui para reforçar a linha de investigação que aponta o padrasto como possível autor do crime. A identificação do autor da ligação e a confirmação das informações fornecidas são passos cruciais para o avanço do caso.
A possibilidade de uma nova reconstituição não foi descartada, embora não seja a prioridade no momento. Caso seja considerada necessária, a reconstituição seria realizada com Guilherme Longo, possivelmente utilizando um boneco para representar a criança, refazendo o trajeto da residência até o córrego. O objetivo seria explorar detalhes que não foram suficientemente esclarecidos na reconstituição anterior.
As investigações continuam em andamento, buscando esclarecer todos os aspectos do caso e determinar as responsabilidades pela morte de Joaquim.



