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Promotor pedirá cassação de vereador Isaac Antunes na Justiça Eleitoral

Parlamentar é suspeito de ajudar grupo investigado na Operação Têmis, em 2016; quatro advogados foram presos nesta quinta-feira
cassação de vereador
Parlamentar é suspeito de ajudar grupo investigado na Operação Têmis, em 2016; quatro advogados foram presos nesta quinta-feira

Parlamentar é suspeito de ajudar grupo investigado na Operação Têmis, em 2016; quatro advogados foram presos nesta quinta-feira

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) resultou na prisão de quatro advogados em Ribeirão Preto, suspeitos de fraudes em processos advocatícios. A investigação, que durou um ano, estima um desvio de R$ 100 milhões.

Golpes contra clientes e instituição financeira

Os advogados são acusados de aplicar golpes contra clientes e uma instituição financeira por meio de uma associação que prometia regularizar a situação de pessoas com o nome sujo. Com dados das vítimas e procurações assinadas sem consentimento, o grupo teria ingressado com cerca de 53 mil ações na justiça contra um banco, buscando o benefício do plano Collor. As vítimas sequer tinham conhecimento das ações em seus nomes.

Investigação e prisões

A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão. Além dos quatro advogados presos, outros dois ainda são procurados. Foram apreendidos documentos e computadores em escritórios de advocacia e residências. O vereador Isaac Antunes também é investigado por suposta participação no esquema, tendo realizado eventos intitulados “Limpe seu nome” em bairros periféricos, onde as pessoas eram induzidas a assinar procurações sem conhecimento do conteúdo.

Consequências e próximos passos

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha as investigações e poderá cassar o registro profissional dos advogados envolvidos. O Ministério Público investiga as fraudes e as provas colhidas serão encaminhadas à justiça eleitoral para apuração da participação do vereador. Vítimas que procuraram os escritórios para resolver problemas com o plano Collor relatam dificuldades em obter informações sobre o andamento de seus processos, levantando suspeitas de que foram vítimas do esquema. A investigação continua em andamento, com a possibilidade de novas prisões e desdobramentos.

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