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Promotor propõe pedágio urbano em Ribeirão Preto

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
Promotor propõe pedágio urbano em Ribeirão
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O promotor Sebastião Sérgio da Silveira manifestou apoio à criação de pedágios urbanos em Ribeirão Preto, Promotor propõe pedágio urbano em Ribeirão Preto, proposta apresentada por professores da Universidade de São Paulo (USP) com o objetivo de reduzir o preço da passagem do transporte coletivo urbano. A ideia foi discutida durante a apresentação do estudo realizado pela Comissão Multidisciplinar da USP, que avaliou o contrato de concessão do transporte público a pedido do Ministério Público.

A comissão não identificou falhas nos documentos analisados, Promotor propõe pedágio urbano em Ribeirão Preto, mas sugeriu medidas para diminuir a tarifa dos ônibus, entre elas a cobrança de pedágio para motoristas de carros particulares, que contribuiriam para custear o transporte público. O promotor da cidadania justificou a proposta afirmando que os motoristas e empreendedores que provocam a desorganização urbana devem arcar com os custos gerados.

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“Eu acho que quem tem que pagar por essa desorganização urbana toda são aqueles que de fato provocaram tudo isso. São os motoristas de carro que usam as vias públicas e principalmente os empreendedores que provocaram essa aglomeração urbana tão desorganizável como a gente tem. Eu acho que a gente precisa de fato distribuir o custo disso para aqueles que de fato concorreram com essa realidade que a gente tem hoje.”

Embora o Ministério Público ainda não tenha concluído a análise do estudo, o representante da instituição considerou que os dados apresentados são suficientes para avançar no inquérito sobre o transporte público na cidade.

Proposta de pedágio urbano e seus impactos

A ideia de implementar pedágios urbanos foi defendida pelo professor André Luciertón Costa, membro da comissão da USP. Segundo ele, a medida poderia reduzir o número de carros nas ruas, desincentivando o uso do veículo particular e atraindo mais usuários para o transporte coletivo, alinhando-se a uma tendência mundial.

“Isso tende a desincentivar o uso do carro e trazer o público para o transporte coletivo urbano, que é uma tendência mundial, não é uma tendência brasileira, porque isso tem reflexo especificamente no trânsito.”

Além disso, o professor ressaltou que grandes empreendimentos urbanos que demandam investimentos públicos em infraestrutura, como água, esgoto, energia elétrica e transporte, poderiam ser taxados para contribuir com a organização do trânsito local. Ele citou a existência de uma sinalização brasileira, ainda não regulamentada em Ribeirão Preto, chamada “polo gerador de trânsito”, que permite a taxação desses empreendimentos para financiar melhorias viárias.

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Posição da Transherp sobre as propostas: Durante a apresentação do estudo, diretores da Transherp, empresa responsável pela gestão do transporte público em Ribeirão Preto, afirmaram que a criação de pedágios urbanos não está nos planos da empresa. Outra sugestão da comissão foi dividir a Transherp em dois setores distintos: um para cuidar do transporte e outro para o trânsito. No entanto, o superintendente da Transherp, William Latuf, se posicionou contra essa divisão.

“Nós sempre lutamos por uma gestão de transporte compartilhada. Eu acho muito ruim você separar a gestão do trânsito da gestão do transporte público. Então nós sempre lutamos por isso. Desde 2000 que a Transherp está com ela compartilhada. Eu acho que deve continuar independentemente da natureza jurídica.”

Latuf também garantiu que o valor da passagem está compatível com os custos operacionais das empresas de ônibus. Atualmente, a tarifa em Ribeirão Preto é de R$ 2,80, valor que, segundo ele, corresponde ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato e será avaliado durante os primeiros 12 meses de vigência.

Outras propostas e encaminhamentos: O estudo da comissão da USP também sugeriu a divisão da Transherp em dois braços para melhorar a gestão, mas essa proposta não foi aceita pela direção da empresa. Outra ideia defendida pelo consórcio responsável pelo serviço foi a cobrança pelo serviço leve de transporte, embora detalhes sobre essa proposta não tenham sido divulgados.

Após a apresentação, o promotor Sebastião Sérgio da Silveira indicou que pretende propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo a prefeitura, a Transherp e o consórcio para implementar melhorias no sistema de transporte público. Ele ressaltou que a redução da tarifa é uma decisão política e não técnica.

Além disso, a comissão apontou que o investimento previsto de R$ 23 milhões para os primeiros 30 meses do contrato deveria ser de responsabilidade do poder público, e não do consórcio Pró-Urbano, que opera o serviço. Essa e outras medidas, segundo o estudo, poderiam contribuir para que a tarifa do transporte público chegasse ao valor de R$ 2,80, meta defendida pelo movimento Passe Livre.

Entenda melhor
  • O pedágio urbano é uma taxa cobrada de motoristas para acessar determinadas áreas da cidade, com o objetivo de reduzir o trânsito e financiar o transporte público.
  • O termo “polo gerador de trânsito” refere-se a empreendimentos que atraem grande fluxo de veículos, podendo ser taxados para custear melhorias viárias.
  • O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) é um acordo firmado entre órgãos públicos e entidades para corrigir irregularidades ou implementar melhorias.

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