Segundo Cláudia Habib, além dos prejuízos à fauna, flora e saúde das pessoas, a economia também perde com os incêndios
O período de seca, intensificado pela chegada do inverno e a falta de chuvas, aumenta significativamente o risco de incêndios, especialmente na região de Ribeirão Preto. Em 2022, foram registradas 30 ocorrências desse tipo, representando mais de 10% do total de queimadas no ano, afetando milhares de hectares de diferentes tipos de vegetação.
Ação Preventiva das Autoridades
Para combater esse problema, o Ministério Público, em conjunto com a Polícia Ambiental, realiza operações preventivas nas rodovias da região. Em 2023, já ocorreram duas etapas dessas operações, envolvendo um grande contingente de policiais e viaturas. O foco principal é a fiscalização nas margens das rodovias, locais onde, apesar de não representarem a maior parte dos focos iniciais, causam grandes danos devido à extensão das queimadas.
Os Impactos e a Necessidade de Conscientização
Os incêndios causam prejuízos significativos à saúde, ao meio ambiente, à fauna e à economia. A promotora Claudia Bibi, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), destaca a importância da conscientização da população e dos produtores rurais. A manutenção adequada das áreas próximas às rodovias, a prevenção de atos descuidados como jogar cigarros acesos e o cuidado com churrascos são medidas essenciais para evitar novos incêndios. A promotora enfatiza a necessidade de ações conjuntas entre o Estado, as concessionárias e a população para enfrentar esse desafio.
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A situação climática, com índices pluviométricos muito abaixo da média histórica, agrava o cenário. A conscientização e a colaboração de todos são fundamentais para minimizar os riscos e proteger o meio ambiente e a economia da região.



