Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Após a admissão do secretário municipal de planejamento urbano de Franca, Nicola Russano, sobre a cobrança indevida de R$ 565 mil nas obras de quatro creches públicas, a promotoria agiu, determinando o bloqueio de bens de todos os envolvidos no suposto esquema de corrupção.
Os Envolvidos no Esquema
Entre os nomes envolvidos, estão a empreiteira FFC Engenharia e Construção, os empresários Jonathan Roberto Fonseca, José Eduardo Correia e Mauro Pimentel Lima, além dos fiscais da prefeitura Leandro Coelho Silva Freitas e Gilles Cilene Leite Nicolau Silva. Segundo o promotor Paulo César Borges, todos teriam recebido propina para participar do esquema.
Como Funcionava o Esquema
As investigações apontam para a promessa de pagamento de propina aos fiscais, com valores girando em torno de 20% dos aditamentos. O engenheiro da empreiteira FFC, responsável pelas construções da prefeitura, também está sob investigação. Os fiscais teriam recebido cerca de R$ 8 mil para realizar medições incorretas nos terrenos, garantindo o aditamento das obras e, consequentemente, o superfaturamento dos prédios.
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Próximos Passos da Investigação
A promotoria não descarta o envolvimento de outras pessoas no esquema e pretende avaliar a compatibilidade entre os bens adquiridos pelos investigados e suas respectivas rendas. O objetivo é apurar e determinar os responsáveis pelas irregularidades cometidas. As creches, localizadas nos bairros Jardim Lúcia, Jardim Guanabara, Palermo City e Quinta do Café, deveriam ter sido entregues em julho do ano passado, mas ainda não foram concluídas.
A promotoria descobriu que os canteiros de obra estavam abandonados e que a construtora havia recebido valores por serviços não realizados. Um engenheiro envolvido na obra prestará esclarecimentos na promotoria de Franca. As investigações seguem em andamento.



