Investigação aponta o técnico em informática como executor da morte da criança; mãe pode ser condenada por omissão
Falta pouco para o início do julgamento pela morte de Joaquim Ponte Marques, que está previsto para começar em 16 de outubro. Dez anos após o ocorrido, o caso que comoveu o Brasil e o mundo entra em sua fase final, com a defesa e a acusação analisando mais de 6 mil páginas de investigação.
Preparação para o julgamento
O promotor Marco Ostolio destaca a complexidade do processo, que exige a revisão de todo o material reunido ao longo de uma década. Apesar da tese de culpa dos acusados já ter sido apresentada, é necessário refrescar a memória para a apresentação aos jurados, que terá duração inicial de duas horas. A defesa, por sua vez, também se prepara intensamente, com o advogado de Guilherme Longo se afastando de suas atividades para se dedicar exclusivamente ao caso. O advogado de Natália Ponte, Natan Castelo Branco, afirma que algumas provas até inocentam sua cliente.
Local e Jurados
A escolha do local do julgamento gerou controvérsias. A defesa de Guilherme Longo solicitou o desaforamento, buscando evitar o julgamento em Ribeirão Preto devido à comoção pública. No entanto, o fórum da cidade foi mantido. Serão sete jurados selecionados, e a previsão é de que o júri dure pelo menos 12 dias. O Ministério Público pede pena superior a 30 anos para Guilherme Longo, considerado o executor do crime, enquanto a pena para Natália Ponte, acusada de omissão, será definida pelo juiz.
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Alegações da Defesa e o Passado
A defesa de Guilherme Longo alega a falta de provas concretas sobre a autoria e a causa da morte de Joaquim. Já a defesa de Natália Ponte argumenta com a gravação policial que demonstra o desespero de Natália após o desaparecimento do filho, além da confissão de Guilherme Longo, que isenta Natália de responsabilidade. O caso teve diversas reviravoltas, incluindo a fuga de Guilherme Longo para a Espanha, onde foi preso após reportagem do Fantástico e posteriormente extraditado. O julgamento, que inicialmente será fechado para o público, promete trazer à tona novas informações e respostas dez anos após a tragédia.



