Cidade vive sérios problemas de interrupção no fornecimento de água; promotor Leonardo Bellini de Castro explica o caso
A Promotoria de Justiça de Brodosque pediu o afastamento cautelar de Alessandro Aécio Félix, diretor superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAEB). A decisão se baseia em um acompanhamento de longa data da situação do fornecimento de água na cidade, marcado por constantes interrupções e reclamações da população.
Problemas estruturais e falta de ação
Segundo o promotor Leonardo Bellini de Castro, a promotoria já havia movido uma ação civil pública há dois anos, após perícia que apontou inúmeros problemas estruturais no sistema de abastecimento de água. Um acordo foi firmado com o SAEB, mas as providências necessárias não foram tomadas, levando a novas interrupções no serviço e gastos extraordinários com caminhões-pipa (cerca de R$ 800 mil), considerados desnecessários pela promotoria em razão da má gestão.
Responsabilização e próximos passos
Diante da inércia do SAEB em solucionar os problemas, a promotoria ajuizou uma demanda por improbidade administrativa, pedindo o afastamento de Félix. O caso foi submetido à Justiça, que decidirá sobre o afastamento cautelar. Além disso, outras sanções são previstas, como multa (equivalente a 100% da remuneração de Félix), suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público. O promotor destaca a importância das denúncias da população para o andamento do processo.
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Situação atual e perspectivas
A população de Brodosque sofre com a falta de água há anos, com interrupções que chegam a durar mais de 80 dias. A promotoria ressalta a gravidade da situação, principalmente em tempos de pandemia, e a necessidade de investimentos para melhorar o sistema de abastecimento. A multa aplicada, caso Félix seja considerado culpado, deverá ser revertida para o poder público, possivelmente para melhorias no sistema de água e esgoto da cidade.



