Promotor Rafael Piola cita prioridade na Operação ‘Golpe Baixo’. Prisão temporária termina nesta sexta-feira (18)
Duas operações policiais, "Golpe Baixo" em Guaíra e "Râmula" em outras cidades da região, investigam casos de corrupção em prefeituras. Em Guaíra, a situação é particularmente grave, com mais de 80 mandados de apreensão e 10 de prisão temporária expedidos.
Prisões e Afastamentos
Na Operação Golpe Baixo, o vice-prefeito de Guaíra, Renato César Moreira, foi preso temporariamente, e o prefeito, Zé Eduardo, afastado do cargo. Apesar de não ter sido preso, o prefeito é investigado por suspeita de envolvimento nas irregularidades. A prisão temporária do vice-prefeito foi prorrogada por mais cinco dias.
Investigação em Andamento
O Ministério Público está analisando documentos, celulares e equipamentos eletrônicos apreendidos, incluindo materiais do setor de licitações da prefeitura. Foram apreendidos R$ 50 mil em dinheiro e cheques, e a justiça autorizou a quebra do sigilo bancário de 13 contas. As investigações preliminares apontam indícios de fraude em licitações para contratação de empresas para aulas de judô, basquete e vôlei na Secretaria de Educação, Esporte e Cultura.
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Indícios de Irregularidades
O promotor Rafael Piola destaca a falta de cumprimento da lei de licitações em Guaíra, com empresas direcionadas e apresentação de documentação de concorrentes por outras empresas. Há indícios de que o prefeito intermediava contratos e tinha conhecimento das irregularidades. As investigações continuam, e a possibilidade de conversão das prisões temporárias em preventivas ainda está sendo avaliada.
As operações demonstram a gravidade dos desvios de dinheiro público em prefeituras da região, com consequências para a população e a administração pública. A investigação em Guaíra, em particular, revela um esquema complexo de fraudes e irregularidades que exige apuração rigorosa e punição dos responsáveis.



