Ministério Público quer investigar riscos para a doença de fieis; templos só entram na fase 5 do Plano São Paulo
Franca, cidade do interior paulista, autorizou a reabertura de igrejas com restrições, gerando debates e investigações.
Investigação do Ministério Público
O Ministério Público abriu inquérito para apurar se a reabertura das igrejas, mesmo com restrições, apresenta riscos à saúde pública. O promotor Eduardo Tostes busca avaliar o cumprimento das medidas de segurança implementadas.
Restrições e posicionamentos
Entre as regras estabelecidas pela prefeitura estão: limite de 30% da capacidade, distanciamento mínimo de 2 metros entre os assentos, proibição de contato com imagens sagradas e entrega individualizada da hóstia. O bispo Dom Paulo Roberto Bellotto afirmou que a arquidiocese não foi contatada pelo Ministério Público e que respeitará as decisões da justiça, priorizando a saúde da população. O secretário de saúde, José Conrado Neto, acredita que não há motivos para suspender a decisão do executivo, alegando que a medida não contraria o decreto estadual e atende à necessidade da população de praticar sua fé.
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Reação da população e perspectivas
A população se mostra dividida. Fiéis demonstram desejo pela manutenção das celebrações presenciais, desde que com responsabilidade. A prefeitura mantém a decisão de permitir a abertura das igrejas, com celebrações previstas para o fim de semana, mediante retirada de senhas e limite de 20% da capacidade. O bispo Dom Paulo Roberto Bellotto informou que missas presenciais serão realizadas durante a semana, com transmissões online também disponíveis.