Clayton Guimarães reforça a importância dos programas de fomento ao empreendedorismo na coluna ‘CBN Empreende’
O Pronampe, programa de crédito para micro e pequenas empresas, se torna permanente. Após um ano como medida emergencial, o programa que injetou R$ 37,5 bilhões na economia, via 517 mil operações, passa a ser uma política pública contínua.
Análise do impacto do Pronampe
Apesar do sucesso inicial, com 39% dos empresários obtendo crédito em 2021 (contra 11% em 2020), a demanda continua alta. A liberação de até R$ 25 bilhões em 2021 demonstra a necessidade de recursos para o setor, ainda impactado pela pandemia. O valor médio dos empréstimos ficou em torno de R$ 100 mil para pequenas empresas e R$ 40 mil para microempresas.
Alterações e desafios
Embora o programa seja ampliado, algumas mudanças geraram frustrações. A taxa de juros anual máxima para novos empresários subiu de 6% para a Selic + 9%, e a carência passou de 8 para 11 meses, enquanto o prazo total aumentou de 36 para 48 meses. A burocracia para acesso ao crédito também é apontada como um grande obstáculo.
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Perspectivas
O Pronampe, mesmo com suas limitações, representa um importante fomento para micro e pequenas empresas. A continuidade do programa é essencial para a recuperação econômica, mas a simplificação do acesso ao crédito e a revisão de alguns parâmetros são cruciais para que ele atinja plenamente seu potencial de alavancar o desenvolvimento do setor. A atenção dos empresários com a tomada de crédito também é fundamental para o sucesso do programa.