Fluxo é direcionado para uma via paralela com pista simples; além do trânsito pesado, acidentes graves já foram registrados
A pista recém-duplicada do Anelviário Norte que liga a via aos bairros Jardim Orestes Lopes de Camargo e ao entorno da avenida Ernesto Che Guevara permanece interditada, apesar de as obras de pavimentação, sinalização e iluminação estarem concluídas há anos. Moradores e motoristas reclamam de congestionamentos, risco para bicicletas e pedestres e da falta de explicação para a manutenção do bloqueio em um trecho pronto para uso.
Obra pronta, bloqueio mantido
Quem passa pela rotatória sob o viaduto do Anelviário Norte encontra blocos de concreto e guarda-rail impedindo o acesso à pista direita — que já tem asfalto, iluminação e até ciclovia. Apesar das melhorias físicas, o trecho segue fechado ao tráfego, obrigando veículos a utilizarem a via antiga, estreita e de mão dupla, com passagem restrita a um carro de cada vez.
Impacto no dia a dia de moradores e usuários
O bloqueio agrava o trânsito, principalmente no horário de pico. Usuários relatam filas na saída dos bairros e atraso no transporte coletivo. “Faz tempo que não libera, né? Está complicado”, disse a dona de casa Maria Divina, que atravessa o local diariamente para buscar a neta. “É muito perigoso — tem criança, bicicleta, moto. O espaço é pouco e o pessoal não respeita”, acrescentou.
Outra moradora que vive há quase três décadas na avenida Ernesto de Guevara lembrou que a duplicação foi comemorada pela comunidade e construída como benfeitoria vinculada a um condomínio, mas que a expectativa de melhora no tráfego não se concretizou. “A sinalização no chão confunde quem passa; tem muito acidente aqui”, relatou, citando colisões e a dificuldade de manobra na rotatória.
Autoridades e próximos passos
A reportagem solicitou posicionamento da prefeitura. A RP Mobi, responsável pela gestão do trânsito local, informou que já fiscalizou a sinalização no local e que a liberação total da via depende da aprovação da Artesp. A reportagem aguarda retorno da concessionária estadual sobre o assunto.
Enquanto a autorização não é emitida, moradores, ciclistas, pedestres e motoristas seguem convivendo com o aperto da via antiga e com a incerteza sobre quando a pista duplicada finalmente será liberada para desafogar o tráfego local.



