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Proprietários do site de compras coletivas Pank têm habeas corpus negado

Viviane Emílio cumpre prisão preventiva e Michel Pierri está foragido; MP investiga uso de dados de empresa paulistana pelo site
site de compras coletivas Pank
Viviane Emílio cumpre prisão preventiva e Michel Pierri está foragido; MP investiga uso de dados de empresa paulistana pelo site

Viviane Emílio cumpre prisão preventiva e Michel Pierri está foragido; MP investiga uso de dados de empresa paulistana pelo site

O número de vítimas do casal Michel Pierre de Souza-Sintra e Viviane Boff Emilio, donos do site de vendas Punk, continua a crescer. Em todo o país, mais pessoas estão procurando a polícia para relatar que compraram produtos e não os receberam, ou que receberam aparelhos similares aos originais, adquiridos pelo casal no Paraguai.

Investigação em Andamento

Segundo o promotor Arô do Costa Filho, o Ministério Público tem recebido diariamente informações sobre a prática de novos crimes em todo o Brasil. As investigações revelaram a existência de outros sites de vendas semelhantes, supostamente ligados ao casal, mas que não aparecem publicamente. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham sido vítimas do golpe.

Prisão e Fuga

Viviane Sintra está sendo investigada pelo Ministério Público há 10 anos e foi presa em Ribeirão Preto no dia 1º de setembro, cumprindo prisão temporária. Michel Pierre é considerado foragido desde o início da operação policial. O advogado de Michel, Esmar Marcilho de Freitas Jr., entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas foi negado. O promotor confirmou que uma empresa que tentava firmar parceria com o site Punk teve seus dados utilizados para fraudes na internet, levando o proprietário a fechar a empresa e responder a diversas ações judiciais.

Esquema de Fraudes Detalhado

Uma ex-funcionária do site Punk, que trabalhou entre 2013 e 2014, relatou que as reclamações de produtos falsificados e danificados eram frequentes. Em alguns casos, as empresas anunciantes chegavam a enviar caixas vazias aos compradores. O casal orientava os funcionários a enrolar os clientes lesados, oferecendo créditos para novas compras, mas se recusando a devolver o dinheiro, evitando deixar registros por escrito.

Com o crescente número de denúncias e depoimentos, a situação do casal se agrava. O Ministério Público também investiga doações feitas pelo casal para uma igreja, suspeitando de lavagem de dinheiro, incluindo um carro importado que foi doado para a igreja e, posteriormente, repassado para uma empresa em São Paulo.

As autoridades continuam a investigar o caso, buscando responsabilizar os envolvidos e ressarcir as vítimas.

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