Quem traz os detalhes é o especialista no assunto Marcio Spimpolo na coluna ‘Condomínio Legal’
As ferramentas tecnológicas se tornaram essenciais na gestão condominial, e o WhatsApp se destaca como um canal de comunicação popular. No entanto, sua utilização requer planejamento e regras claras para evitar conflitos.
Aprovação em Assembleia e Privacidade
Antes de criar um grupo oficial de WhatsApp para o condomínio, é crucial submeter a ideia à aprovação da coletividade em assembleia. A exposição dos números de telefone dos moradores é uma preocupação legítima, e alguns podem se opor à iniciativa por receio de receber ligações indesejadas, propagandas ou outros tipos de mensagens não relacionadas ao condomínio.
Regras para um Grupo Eficaz
Se a criação do grupo for aprovada, regras bem definidas, preferencialmente inseridas no regimento interno, são imprescindíveis. Algumas delas incluem: definir administradores responsáveis; restringir as conversas a assuntos condominiais, evitando mensagens de bom dia, figurinhas, propagandas políticas ou outras informações irrelevantes; proibir cobranças de inadimplentes (o que pode gerar ações por danos morais); incentivar o uso do livro de ocorrência para reclamações entre vizinhos ou contra o síndico; e priorizar mensagens de texto em detrimento de áudios longos. O administrador do grupo deve monitorar as conversas para evitar excessos e possíveis responsabilizações.
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Responsabilidade e Uso Consciente
O WhatsApp pode ser uma ferramenta eficiente para comunicação condominial, mas seu uso inadequado pode gerar problemas. A falta de regras claras e a ausência de moderação podem levar a conflitos e até mesmo processos judiciais. A conscientização dos moradores e a definição de responsabilidades são fundamentais para garantir a eficácia e a harmonia no uso dessa ferramenta.