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A preservação do Aquífero Guarani, especialmente na zona leste de Ribeirão Preto, é um tema de grande importância e complexidade. Ambientalistas e especialistas alertam para os riscos da urbanização descontrolada e da contaminação por lixo e agrotóxicos, que ameaçam a qualidade e a disponibilidade da água para a população.
A Urbanização e os Riscos nas Microbacias
A região dos Palmeiras 1 e 2, com suas microbacias hidrográficas, exige atenção redobrada. A urbanização desordenada pode comprometer a recomposição do local e a utilização racional da água para irrigação. A proximidade com a bacia do Pardo e a vulnerabilidade do aquífero, que se encontra a pouca profundidade, tornam a região suscetível à contaminação por agrotóxicos. É crucial analisar cuidadosamente cada situação e implementar soluções técnicas eficazes, evitando que os esforços de planejamento sejam em vão.
O Legado do Lixo e a Contaminação Persistente
O caso do Jardim Juliana é um exemplo emblemático dos problemas ambientais que se arrastam ao longo do tempo. Antigos aterros e valos da Fepasa, utilizados para descarte de lixo, continuam a representar um risco para o aquífero. Apesar de estudos e soluções propostas, o lixo permanece no local, contaminando o solo e a água. A lentidão do fluxo no aquífero é uma pequena vantagem, mas a contaminação já é detectada em poços próximos. A instabilidade do terreno, causada pelo lixo, também provoca trincas nas casas, demonstrando o impacto direto na vida dos moradores.
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Alternativas e Desafios para a Preservação
O tratamento das águas do Rio Pardo é uma alternativa em discussão, mas apresenta desafios econômicos e de qualidade. O bombeamento e o tratamento químico encarecem o processo, e a qualidade da água pode ser inferior à do aquífero. Além disso, a diminuição da vazão do rio, causada pelo desmatamento das nascentes, é um fator preocupante. A preservação do aquífero, com a recuperação das nascentes e o controle do uso da água, surge como uma solução mais sustentável e econômica.
A conscientização da população, a fiscalização rigorosa e a implementação de políticas públicas eficazes são fundamentais para garantir a preservação do Aquífero Guarani e a qualidade de vida das futuras gerações.



