Barreira humana impediu a passagem de carros na tarde deste domingo, em Cristais Paulistas
Um protesto bloqueou a Rodovia Cândido Portinari, em Cristais Paulista, na tarde de ontem. O motivo da manifestação é um projeto do governo estadual que visa a construção de novas praças de pedágio na região.
Bloqueio e Reivindicações
Manifestantes formaram uma barreira humana para impedir o trânsito de veículos na rodovia. Hélio Condo, organizador do protesto, enfatizou o caráter pacífico do movimento, cujo objetivo principal é sensibilizar o governo estadual sobre a oposição à construção das novas praças de pedágio. Condo ressaltou a organização e a colaboração dos participantes, seguindo as orientações estabelecidas e contando com o apoio das polícias Militar e Civil, além da Artexpe.
Protestos Anteriores e Impacto
Este foi o terceiro protesto realizado na semana contra a instalação de duas novas praças de cobrança: uma na Rodovia Ronan Rocha, entre Franca e Patrocínio Paulista, e outra entre Cristais Paulista e Jeriquara, na Cândido Portinari. Na semana anterior, um manifestante foi levemente ferido ao ser atingido por uma moto durante um bloqueio na Rodovia Engenheiro Ronan Rocha.
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Posicionamento das Autoridades
Congulo afirmou que os protestos continuarão caso o governo não se disponha a discutir o projeto com a população. O deputado estadual Roberto Engre, representante da região, também aguarda um agendamento de reunião com o governador para tratar do assunto. O capitão da Polícia Rodoviária Militar, Luís Eduardo Junqueira, informou que não houve acidentes graves durante a manifestação de ontem, destacando o trabalho intenso da equipe devido ao calor. Ele também elogiou o comportamento dos manifestantes, que não causaram danos ao patrimônio público.
Críticas e Próximos Passos
Empresários de 20 cidades também manifestaram críticas aos novos pedágios. A Artezpe, agência de transporte do estado, informou que os postos estão incluídos em um projeto de concessão que prevê melhorias para as estradas. O governo estadual declarou que, por enquanto, trata-se apenas de um estudo e que outras audiências públicas serão realizadas antes da decisão final.
A situação permanece em aberto, com a comunidade local aguardando um posicionamento do governo e disposta a manter a mobilização caso suas demandas não sejam consideradas.



