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Protesto cobra mais segurança viária após morte de criança atropelada em Bonfim Paulista

Menino de 6 anos morreu após ser atingido por carro no acostamento; moradores pedem calçadas, passarela e punição ao motorista
Protesto
Moradores protestam após morte de criança atropelada no distrito de Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto (SP) - Luciano Tolentino/EPTV

Moradores de Bonfim Paulista, distrito da zona sul de Ribeirão Preto, realizaram um protesto na tarde deste domingo (5) para cobrar justiça e melhorias na segurança viária após a morte de um menino de 6 anos atropelado junto com a mãe.

A manifestação durou cerca de uma hora e ocorreu em frente a um posto de combustíveis próximo ao local do acidente. A criança, Guilherme da Silva Maia, morreu depois de ser atingida por um carro enquanto caminhava com a mãe, Eliene de Santana Maia, de 33 anos, no acostamento da rua Professor Felisberto Almada, em um trecho de acesso à rodovia José Fregonese. O motorista fugiu sem prestar socorro.

O atropelamento aconteceu na quinta-feira, 1º de janeiro, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o veículo saindo da pista e atingindo mãe e filho pelas costas. Eliene segue internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas; o estado de saúde dela não havia sido atualizado até a última divulgação.

Durante o protesto, moradores relataram que o trecho é alvo de reclamações frequentes devido à falta de calçadas e à alta velocidade dos veículos. Com o crescimento populacional da região, pedestres são obrigados a circular pelo acostamento, o que aumenta o risco de acidentes.

Em entrevista ao Manhã CBN, o especialista em trânsito Rodrigo Pascoaloto afirmou que a situação exige intervenções urgentes. Segundo ele, a ausência de calçadas em uma área urbana é inaceitável e a concessionária responsável pela rodovia deve realizar as adequações necessárias, sob fiscalização do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Entre as soluções apontadas estão a construção de calçadas, passarelas ou pontilhões para pedestres, além da revisão da sinalização e do controle de velocidade. Para o especialista, sem mudanças estruturais, novos acidentes tendem a ocorrer.

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