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Protesto reúne 70 mil nas ruas de Ribeirão Preto

Manifesto contra o Governo Federal ocupou 18 quarteirões do Centro na manhã deste domingo
Protesto Ribeirão Preto
Manifesto contra o Governo Federal ocupou 18 quarteirões do Centro na manhã deste domingo

Manifesto contra o Governo Federal ocupou 18 quarteirões do Centro na manhã deste domingo

Considerada a maior manifestação popular de rua em Ribeirão Preto, o ato do dia 3 de março contra o governo da então presidente Dilma Rousseff reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Vestidos predominantemente de verde, amarelo e branco, os manifestantes clamavam por mudanças no cenário político e econômico do país.

Famílias nas Ruas por um Futuro Melhor

O evento foi marcado pela forte presença de famílias, como a de Elcio Gonçalves, que compareceu com a esposa e os dois filhos pequenos. Elcio expressou sua preocupação com o futuro das próximas gerações, em meio a um momento ‘complicadíssimo’ do país. A médica Sheila Sequete, veterana em manifestações, compartilhou sua esperança de que o protesto pudesse influenciar positivamente a política nacional, especialmente em relação aos rumores sobre a possível nomeação de Lula para um ministério.

Vozes da Experiência e da Juventude

A manifestação também abriu espaço para diversas opiniões e perspectivas. Celso Loureiro, aos 71 anos, enfatizou a necessidade de despertar o ‘gigante adormecido’ que é o Brasil, clamando por figuras como o então juiz Sérgio Moro para combater a corrupção. Felipe, filho da médica Sheila, expressou de forma direta seu desejo pela saída de Dilma do governo.

Impacto Econômico e Participação Animal

O evento não apenas movimentou a cena política, mas também a economia local. Vendedores de água e refrigerantes aproveitaram o calor para aumentar suas vendas, enquanto o sorveteiro Lion Henrique registrou um aumento de 30% no movimento de seu estabelecimento. Alguns manifestantes levaram seus animais de estimação, como o assistente técnico Fernando Jorge, que levou sua cachorrinha para ‘assistir à movimentação’.

O ato contou com cartazes, faixas e até uma cela improvisada com pessoas vestidas de presidiárias, satirizando figuras políticas da época. A corretora de imóveis Telmar Regina Teixeira empunhou cartazes com imagens de Jesus Cristo, pedindo mais fé e bom senso aos líderes do país.

O percurso da manifestação foi acompanhado de perto pela Polícia Militar, e a chegada do então juiz Sérgio Moro em Ribeirão Preto foi recebida com aplausos. Mesmo com dificuldades, como o vendedor Alexandre Barreto, que compareceu com uma muleta, muitos fizeram questão de participar. O professor Miguel Jabur compareceu após sair de um velório, demonstrando a importância do momento. O organizador do evento, Marcos Espinola, considerou o número de participantes satisfatório, ressaltando a necessidade de um rumo mais honesto e decente para o país.

O ato, que se encerrou com o som do Hino Nacional, refletiu o desejo de mudança e a insatisfação popular com o cenário político da época.

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