Consórcio diz que plataformas estão prontas desde 2016; funcionamento depende de aceite entre Prefeitura e Transerp
Duas novas estações de ônibus em Ribeirão Preto, localizadas na rua Américo Brasiliense (próximo à Praça das Bandeiras) e na Visconde de Inhaúma (centro), estão prontas desde dezembro de 2023, mas permanecem inoperantes.
Prefeitura e Transerp sem posicionamento
A demora na liberação dos pontos para uso pela população é atribuída à falta de posicionamento da prefeitura e da Transerp (empresa responsável pelo transporte público). O presidente do Consórcio Pró Urbano, Roque Felício, afirma que há cobranças frequentes, mas nenhuma resposta concreta. A liberação depende exclusivamente da prefeitura e da agilidade no processo de encaminhamento.
Investimentos e Custos
O contrato de transporte coletivo assinado em 2012 previa um investimento de R$ 171 milhões em cada estação. No entanto, alterações no projeto original fizeram com que algumas estações custassem mais, como a estação Bom Fim Paulista, que ultrapassou R$ 1 milhão. O Pró Urbano garante ter cumprido sua parte no contrato, enquanto três estações previstas (Campus USP, Vila Mariana e Terminal Junqueira) sequer saíram do papel.
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Responsabilidades e Investigações
Segundo o Pró Urbano, a prefeitura é responsável por eventuais mudanças nos projetos ou construção de novas estações e, portanto, deve arcar com os investimentos adicionais. Uma comissão de inquérito na Câmara Municipal apura o cumprimento do contrato entre a prefeitura e o consórcio. A assessoria de imprensa da Transerp ainda não se pronunciou sobre o assunto.
A situação demonstra a complexidade do processo de implantação de novas estações de ônibus, com responsabilidades divididas entre diferentes órgãos e a necessidade de transparência e agilidade na resolução de impasses para que a população possa usufruir dos benefícios das novas estruturas.



