Secretário da Saúde do município aponta que os ‘leitos não rodam na mesma velocidade em que os casos se agravam’
Franca enfrenta grave situação com 38 pacientes aguardando vagas em hospitais, 20 deles em estado grave. A cidade registra média de 400 pessoas por dia no pronto-socorro Álvaro Azus, que voltou a ser exclusivo para casos de Covid-19.
Situação crítica nos hospitais
Os leitos de UTI e enfermaria Covid estão no limite da capacidade, e a taxa de transmissão da cidade é considerada preocupante, apesar de estar em situação de controle segundo projeções do sistema Infotrack. A falta de vagas gera uma demanda reprimida no pronto-socorro, com pacientes recebendo atendimento, mas aguardando transferência para um ambiente hospitalar adequado.
Profissionais de saúde sobrecarregados
A situação impacta diretamente os profissionais de saúde, que além do risco de contaminação, sofrem com o estresse físico e emocional de mais de 14 meses de trabalho intenso na linha de frente. A Secretaria de Saúde busca soluções, como parcerias com universidades para apoio psicológico e contratações de novos profissionais, mas o déficit ainda é significativo. A sobrecarga também afeta outros serviços de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que absorvem parte da demanda após o fechamento de um pronto-socorro para atendimento exclusivo à Covid-19.
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Aglomerações e perspectivas futuras
A realização de festas e aglomerações, como as registradas em São Joaquim da Barra, prejudicam ainda mais o sistema de saúde já sobrecarregado. A abertura de 10 leitos em Garapuva pode trazer algum alívio, mas não resolve o problema complexo da falta de vagas. Investimentos adicionais são necessários. Em relação às denúncias de “fura-fila” na vacinação, a prefeitura investiga os casos e esclareceu alguns pontos em entrevista coletiva.



