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Psicóloga analisa o anúncio de vaga que busca por mulher com perfil ‘panicat’, em Ribeirão

'Oportunidade' foi publicada por uma agência; ouça a coluna 'CBN Comportamento' com Danielle Zeoti
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'Oportunidade' foi publicada por uma agência; ouça a coluna 'CBN Comportamento' com Danielle Zeoti

‘Oportunidade’ foi publicada por uma agência; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti

Em meio a um feriado, um anúncio de emprego para uma feira agrícola em Ribeirão Preto gerou revolta ao solicitar “garotas e mulheres com estilo ‘paniquete’”, reforçando a objetificação feminina no agronegócio.

A Objetificação da Mulher no Agronegócio

O anúncio, que especificava atributos físicos como corpo sarado e glúteos avantajados, expôs a persistente luta pela igualdade de gênero no setor. A ecopsicóloga Dani-elis destaca que tratar a mulher como objeto ignora sua humanidade e contribui para um ambiente onde ela é descartável quando deixa de ser conveniente. A situação evidencia a necessidade de uma mudança cultural profunda, não apenas no agronegócio, mas na sociedade como um todo.

O Papel da Mulher no Agro e a Mudança Cultural

Talita Curi, CEO da empresa Santa Clara de Agrociências e Agronegócios e fundadora do projeto Damas no Agro, afirma que a inserção da mulher no agronegócio ainda enfrenta grandes desafios, apesar de melhorias nos últimos 20 anos. Ela ressalta a importância de uma mudança de visão individual, onde cada pessoa reconhece o agronegócio como um espaço para a colaboração entre homens e mulheres, e não uma disputa por poder. A contribuição feminina, com sua visão mais humana e multifuncional, é fundamental para um ambiente de trabalho mais justo e igualitário.

Superando a Objetificação: Autopercepção e Ação

Para combater a objetificação, Dani-elis destaca a importância da autopercepção feminina. Freud nos ensina que somos nós que nos sentimos humilhados ou rejeitados, não o outro. As mulheres, frequentemente multifuncionais e sobrecarregadas, precisam aprender a delegar tarefas e a não se definirem como objetos. A mudança cultural começa individualmente, com a recusa de aceitar a objetificação e a conscientização de que cada um é agente de transformação. Ao falar abertamente sobre o assunto, denunciando práticas como o anúncio em questão, as mulheres constroem um caminho para uma sociedade mais justa e igualitária.

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