Rodrigo Coelho teria fingido manter um relacionamento com a vítima por três anos; ele foi preso em flagrante
Uma moradora de Indaiatuba, Psicóloga de Indaiatuba diz que perdeu, na região de Campinas, perdeu mais de 3 milhões de reais em um golpe conhecido como “golpe do amor”. O suspeito, um homem de 52 anos que apresentava um programa de podcast sobre temas jurídicos, foi preso pela Polícia Civil.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem conhecido como Rodrigo Magno Coelho iniciou contato com a vítima, uma psicóloga, após entrevistá-la em seu canal de vídeos na internet. Eles começaram a trocar mensagens e iniciaram um relacionamento amoroso em setembro de 2022.
Dinheiro solicitado sob falsas alegações
A advogada da vítima, Mariana Castro, relatou que os pedidos de dinheiro começaram pouco depois do relacionamento se tornar mais próximo. O suspeito alegava enfrentar problemas financeiros e familiares, incluindo dificuldades para pagar pensão e ameaças de prisão. Ele pedia dinheiro para acelerar processos judiciais, prometendo devolvê-lo posteriormente, o que não ocorreu.
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Prejuízo e formas de transferência: O relacionamento durou cerca de três anos, durante os quais a vítima fez empréstimos em seu nome e no de familiares para transferir dinheiro ao suspeito. Além disso, ela comprou dois veículos que foram repassados a Rodrigo. A Polícia Civil iniciou a investigação após a vítima contratar uma investigação particular.
Comportamento agressivo e ameaças: De acordo com as advogadas da vítima, Rodrigo passou a demonstrar comportamento agressivo e ameaçador em mensagens, pressionando a mulher a continuar enviando dinheiro. Ele ameaçava comparecer à casa dela para cobrar dívidas, o que aumentou a desconfiança da vítima sobre o golpe.
Prisão e acusações: Rodrigo Magno foi preso em flagrante na última sexta-feira em Hortolândia, quando recebia R$ 10 mil da vítima. Ele já tinha passagens pela polícia e foi indiciado pelos crimes de estelionato e tráfico de influência. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Informações adicionais
Segundo a defesa do suspeito, ele e a vítima nunca tiveram uma relação amorosa, e as transferências bancárias foram empréstimos formais com contratos, totalizando até R$ 300 mil, valor inferior ao alegado pela acusação. A defesa também afirmou que os veículos usados por Rodrigo, embora registrados em nome da vítima, são financiados e que ele pagava as parcelas, possuindo procuração para ficar com os carros após o término dos financiamentos.



