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Psicóloga e educadora Camila Cury analisa quadro comum do comportamentos dos alunos com as aulas presenciais

Falta de concentração, ansiedade, agressividade e dificuldade de socialização têm sido constantes entre crianças e adolescentes
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Falta de concentração, ansiedade, agressividade e dificuldade de socialização têm sido constantes entre crianças e adolescentes

Falta de concentração, ansiedade, agressividade e dificuldade de socialização têm sido constantes entre crianças e adolescentes

Crianças e adolescentes têm apresentado problemas como falta de concentração, ansiedade, agressividade e dificuldades de socialização com maior frequência após o retorno às aulas presenciais. Professores e pais relatam o agravamento da situação, impactando o aprendizado já afetado pela pandemia e pelo ensino remoto.

Desafios e Impactos na Saúde Mental

A psicóloga e educadora Camila Curio destaca que o problema atinge proporções epidêmicas, com números alarmantes que se intensificaram após a pandemia. A especialista alerta para os graves prejuízos no desenvolvimento social e na construção de seres humanos saudáveis se a saúde mental não for priorizada.

O Papel da Família e da Escola na Identificação e Intervenção

A identificação precoce é crucial, pois crianças pequenas nem sempre conseguem expressar seus sofrimentos. Alterações de comportamento, como isolamento, agressividade excessiva ou mudanças no apetite e no sono, são sinais importantes. A comunicação aberta entre pais e escola é fundamental, com ambas as partes atuando em conjunto para entender a rotina e as dificuldades da criança. A proposição de debates sobre sentimentos e medos em casa e na escola também contribui para a abertura e intervenção.

Superando os Desafios: Cuidados com a Saúde Mental e o Uso de Telas

A irritabilidade e a falta de paciência, tanto em crianças quanto em pais, são desafios a serem enfrentados. A especialista aponta o cansaço da vida moderna e a sobrecarga do cérebro como fatores contribuintes. Recomenda-se que os pais busquem ajuda para sua própria saúde mental, pois pais saudáveis tendem a criar filhos saudáveis. A redução do tempo de exposição às telas, principalmente à noite, é crucial para a qualidade do sono e a saúde emocional, uma vez que o excesso de telas pode levar a um vício comparável ao de drogas pesadas, gerando fragilidade emocional.

Em resumo, a superação desses desafios requer um esforço conjunto de pais, escolas e profissionais da saúde mental. A comunicação aberta, a atenção aos sinais de sofrimento emocional e a promoção de hábitos saudáveis, como a redução do tempo em frente às telas, são passos essenciais para garantir o bem-estar e o desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes.

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