Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti
A síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico causado por exaustão extrema relacionada ao trabalho. Ela afeta diversas áreas da vida do indivíduo e é importante diferenciá-la do cansaço comum.
Fases do Burnout
A psicóloga Daniela Ezeote explica que o Burnout se desenvolve em três fases. A primeira é caracterizada por sintomas depressivos como tristeza, apatia, desânimo, choro fácil e baixa autoestima. Muitos confundem essa fase com depressão, mas o Burnout tem um desencadeante claro: o trabalho. A segunda fase é marcada por irritabilidade, agressividade, instabilidade de humor e ironia, afetando os relacionamentos e a produtividade. Sintomas físicos como dores, enxaquecas e problemas gastrointestinais também surgem. Por fim, na terceira fase, a pessoa busca alívio para os sintomas através de analgésicos, álcool ou outras drogas, o que pode levar à dependência e agravar o quadro.
Consequências e Tratamento
O Burnout impacta a vida do indivíduo em diversas esferas: emocional, social e financeira. A empresa também sofre as consequências com faltas, queda de produtividade e outros problemas. O tratamento envolve avaliação psiquiátrica (que pode incluir medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos), acompanhamento clínico geral e psicoterapia. A psicoterapia ajuda a lidar com as situações de trabalho de forma mais saudável, prevenindo novos episódios de Burnout.
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É fundamental buscar ajuda profissional ao perceber os sintomas. A prevenção e o tratamento precoce são essenciais para evitar consequências graves e garantir uma melhor qualidade de vida.