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Psicólogo afirma que danos causados à idosa em situação análoga à escravidão podem ser irreversíveis

Mulher, de 82 anos, trabalhou por 27 para um casal sem receber salários ou folgas; ela foi solta e será indenizada
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Mulher, de 82 anos, trabalhou por 27 para um casal sem receber salários ou folgas; ela foi solta e será indenizada

Mulher, de 82 anos, trabalhou por 27 para um casal sem receber salários ou folgas; ela foi solta e será indenizada

Idosa resgatada de situação análoga à escravidão após quase três décadas

Uma idosa de 82 anos foi resgatada de uma situação de trabalho análoga à escravidão em Ribeirão Preto, após quase três décadas trabalhando para um casal de patrões. A denúncia anônima ao Ministério Público do Trabalho (MPT) levou à descoberta do caso, que chocou a região. Os responsáveis, a médica Maria de Fátima Nogueira Paixão e o empresário Hamilton José Bernardo, são investigados pela Polícia Federal.

Danos psicológicos irreversíveis

De acordo com o psicólogo forense Felipe Gomes, os danos psicológicos sofridos pela idosa podem ser irreversíveis. A vítima passou quase 30 anos sem receber salário, sofrendo um trauma profundo que demandará um longo processo de reabilitação. As fases de negação, barganha, raiva e aceitação são comuns em casos como esse, e a idosa precisará de acompanhamento psicológico contínuo para minimizar os efeitos do trauma.

Investigações e consequências legais

A justiça já bloqueou R$ 815 mil dos suspeitos, e mais de 20 multas trabalhistas foram aplicadas. O MPT deve pedir indenização por danos morais e danos morais coletivos. Durante as investigações, descobriu-se que os patrões se apropriaram de um benefício social da vítima. O advogado criminal Leonardo Afonso Pontes Marques explica que os responsáveis podem responder pelo crime de reduzir uma pessoa à condição análoga à escravidão. O MPT destaca a importância do caso como um alerta para evitar que situações semelhantes se repitam.

A idosa, atualmente morando com a família em Jardinópolis, recebe acompanhamento de assistentes sociais e em breve iniciará atendimento psicológico. O caso demonstra a necessidade de vigilância e punição para crimes dessa natureza, garantindo justiça e reparação à vítima.

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