Profissionais apontam que decisão prejudicou o atendimento básico da cidade e que não houve qualquer aviso prévio
Treze profissionais de psicologia e serviço social foram demitidos das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Ribeirão Preto, causando indignação e protestos. A Fundação Santa Lídia, responsável pela gestão das UPAs, justifica as demissões como parte de um remanejamento para melhorar o atendimento em urgência e emergência, alegando redução na demanda após a abertura de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) 24 horas.
Demissões Repentinas e Impacto no Atendimento
Os profissionais, demitidos sem aviso prévio, relatam surpresa e revolta. Segundo eles, o atendimento psicossocial nas UPAs foi completamente interrompido, deixando a população vulnerável sem acesso a esse tipo de suporte. A assistente social Bruna Raimundo da Silva, que atuava na UPA Norte, destaca a falta de comunicação e planejamento na decisão, impactando diretamente no acolhimento de pacientes em situações delicadas.
Sobrecarga e Vulnerabilidade da População
Juliana, também assistente social da UPA Norte, e Mariana Ferreira Gomes, da UPA Sul, temem que as demissões sobrecarreguem médicos e enfermeiros, que não estão preparados para lidar com as demandas de saúde mental e acolhimento social. Os profissionais de serviço social desempenhavam um papel crucial na busca por familiares de pacientes em situações de vulnerabilidade, tarefa que atrásra recairá sobre profissionais de saúde sem a devida capacitação. A falta de suporte para pacientes sem rede familiar é uma das principais preocupações.
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Reações e Próximos Passos
A Câmara Municipal aprovou a convocação da Secretária Municipal de Saúde, Jané Aparecida Cristina, para prestar esclarecimentos sobre o remanejamento. O vereador Dudu Hidalgo questiona a justificativa da prefeitura, argumentando que um remanejamento não implica demissões e que a medida prejudica a população mais vulnerável, que muitas vezes não tem recursos para acessar o CAPS. A prefeitura, em nota, anunciou a contratação de novos profissionais de saúde para outras áreas, mas não se pronunciou sobre a recomposição do atendimento psicossocial nas UPAs.



