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Psicopedagoga afirma que o abismo na educação fica ainda mais acentuado nas aulas remotas

Segundo Elaine Assolini, os estudantes com dificuldade de acesso à internet ficam com um déficit na educação ainda maior
educação remota
Segundo Elaine Assolini, os estudantes com dificuldade de acesso à internet ficam com um déficit na educação ainda maior

Segundo Elaine Assolini, os estudantes com dificuldade de acesso à internet ficam com um déficit na educação ainda maior

Após uma semana de disputas judiciais entre o Governo do Estado e a Associação de Pais e Professores, as aulas presenciais em escolas paulistas estão programadas para retornar.

Retorno das aulas e merenda escolar

Inicialmente suspensa por liminar, a volta às aulas foi liberada após outra decisão judicial. As atividades de distribuição de merendas escolares foram retomadas, priorizando os quase 100 mil estudantes em situação de vulnerabilidade em Ribeirão Preto. Nas escolas estaduais, quase 20 mil alunos receberam auxílio merenda em 2020. As aulas presenciais, de forma escalonada, estão previstas para o dia 8 de fevereiro nas escolas estaduais. Já nas escolas municipais de Ribeirão Preto, o retorno do ensino fundamental será na próxima segunda-feira, enquanto o ensino infantil inicia em 1º de março.

Preocupações e desafios

O retorno ocorre em meio ao aumento de casos e internações por Covid-19, gerando preocupações sobre a segurança sanitária nas escolas. A psicopedagoga Elânia Solini, docente da USP de Ribeirão Preto, destaca os prejuízos causados pela suspensão das aulas, principalmente para crianças de baixa renda, que dependem da escola como pilar de sustentação e formação. Ela reforça a ampliação da desigualdade social devido ao acesso desigual à tecnologia e aos recursos para o ensino remoto. A especialista também aponta a necessidade de suporte às famílias para auxiliar os filhos em casa, sugerindo atividades como leitura de histórias e conversas para expressar angústias e emoções. Os conteúdos específicos das disciplinas, segundo ela, podem ser retomados em um momento de maior segurança e vacinação.

Adaptação e formação docente

Outro ponto crucial é a preparação dos professores para o ensino híbrido, exigindo adaptações na infraestrutura escolar e formação docente. A falta de suporte adequado ao professor do ensino público, muitas vezes obrigado a investir do próprio bolso em recursos para o ensino remoto, também é uma questão relevante. A psicopedagoga Elânia Solini participou de entrevista para um documentário da CBN Ribeirão, que será disponibilizado em breve nas redes sociais da emissora e do portal A Cidade ON.

O retorno às aulas presenciais apresenta desafios significativos, exigindo atenção tanto às questões sanitárias quanto à necessidade de suporte às famílias e aos professores para garantir a melhor experiência de aprendizagem possível aos alunos.

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