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Psiquiatra critica falta de profissionais na rede pública para prevenir suicídio

Para especialista, Ribeirão Preto não possui estrutura para cuidar da saúde mental e atender população
prevenção suicídio
Para especialista, Ribeirão Preto não possui estrutura para cuidar da saúde mental e atender população

Para especialista, Ribeirão Preto não possui estrutura para cuidar da saúde mental e atender população

Saúde mental em Ribeirão Preto: desafios e perspectivas após o Setembro Amarelo

Aumento da demanda por saúde mental após a pandemia

O mês de setembro, marcado pela campanha Setembro Amarelo, trouxe à tona a importância da conscientização sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. A pandemia de Covid-19 agravou ainda mais a situação, impactando profundamente a saúde emocional da população. Em Ribeirão Preto, este assunto foi debatido em audiência pública na Câmara Municipal, promovida pela Comissão Especial de Estudos da Saúde Mental e Prevenção ao Suicídio.

Desafios na estrutura e atendimento público

Médicos psiquiatras apontaram a insuficiência de profissionais e a precariedade da estrutura pública de saúde mental como grandes obstáculos. O psiquiatra Alexandre dos Santos Cruz criticou a falta de psicólogos e psiquiatras na rede pública, impactando o acesso à psicoterapia individual e forçando muitos pacientes à terapia em grupo por falta de opções. A mudança no sistema de regulação de vagas da rede estadual de saúde também foi apontada como um retrocesso, tornando o processo menos transparente e eficiente, prejudicando a disponibilização de leitos.

Situação em Ribeirão Preto e perspectivas futuras

Apesar de Ribeirão Preto e região apresentarem uma situação mais favorável em relação à oferta de leitos se comparada a outras regiões do estado, ainda há muitos desafios. O médico psiquiatra Gabriel Elias Correia, do Hospital das Clínicas, destaca a importância do acolhimento adequado aos pacientes com demandas psiquiátricas agudas. A falta desse acolhimento pode levar à sensação de negligência e estereotipagem, dificultando a busca por ajuda em crises futuras. Atualmente, em Ribeirão Preto, existem 190 vagas, sendo que 20% dos pacientes que chegam ao pronto-socorro ou UPA com demandas psiquiátricas agudas necessitam de internação. Metade dessas internações ocorre em enfermarias clínicas do Hospital das Clínicas, além dos hospitais psiquiátricos Santa Teresa e Santa Rita.

A discussão sobre saúde mental em Ribeirão Preto evidencia a necessidade de investimentos contínuos na estrutura e nos profissionais da rede pública, garantindo um atendimento humanizado e eficiente para aqueles que precisam de ajuda. A ampliação do acesso a psicoterapia e a conscientização sobre a importância da saúde mental são fundamentais para reduzir o sofrimento e prevenir tragédias.

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