Diretório da legenda em Ribeirão diz que caso não tem ligação com processo de expulsão aberto nesta semana
O PT deve decidir hoje o futuro de Antônio Palocci em suas fileiras. A cúpula partidária discutiu na quinta-feira a possibilidade de sua suspensão, mas a decisão final foi adiada para sexta.
Suspensão Temporária
O secretário-geral do partido, Romênio Pereira, declarou que a intenção é afastar Palocci formalmente até a conclusão do processo de expulsão. A presidente nacional, Gleisi Hoffmann, também se mostrou favorável à suspensão temporária, prevista em 60 dias pelo estatuto do partido.
Processo de Expulsão em Ribeirão Preto
O diretório do PT em Ribeirão Preto abriu, na segunda-feira, processo para expulsar Palocci após ele revelar ao juiz Sergio Moro o “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht. A denúncia, feita por um filiado, foi aceita por unanimidade pela diretoria executiva do partido, que considera as acusações de Palocci contra Lula infundadas e levianas.
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Opiniões Divergentes
Enquanto a executiva nacional defende o afastamento temporário, o presidente do diretório do PT em Ribeirão Preto, Fernando Tremura, discorda. Ele argumenta que o afastamento imediato é desnecessário, pois Palocci está preso e não pode exercer suas funções partidárias. Além disso, Tremura acredita que afastá-lo antecipadamente interferiria no veredito final do processo. O Conselho de Ética local ainda não notificou Palocci sobre o processo, e o prazo para sua defesa ainda não foi contabilizado.
Antônio Palocci, filiado ao PT desde 1981, possui extensa trajetória política, incluindo mandatos como vereador, prefeito de Ribeirão Preto (duas vezes), deputado estadual e federal, além de ter sido ministro nos governos Lula e Dilma.



