Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
A partir de 2024, o Reino Unido banirá propagandas que reforçam estereótipos de gênero. Essa decisão da Advertising Standards Authority (ASA), órgão regulador de publicidade no país, visa combater imagens distorcidas e sexistas na mídia.
Publicidade e estereótipos de gênero
A ASA considera inaceitáveis anúncios que perpetuam papéis tradicionais de gênero, como a mulher na cozinha e o homem assistindo TV na sala. Mesmo que essas imagens reflitam realidades sociais, a ASA argumenta que elas contribuem para a perpetuação de desigualdades e submissão feminina. Campanhas com mulheres em trajes mínimos também estão na mira da nova legislação.
Impacto e conscientização
A medida britânica gera debates sobre a eficácia de proibições na conscientização. Embora restrições possam parecer impositivas, a argumentação é que, em casos de falha na autorregulamentação e na construção de um consenso social mais amplo, normas e regulamentações se tornam necessárias para garantir uma conduta cidadã mais equitativa. O exemplo citado de uma campanha com mulheres em trajes mínimos no metrô de Londres, que gerou indignação pública, ilustra a força da opinião pública em pressionar por mudanças.
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Lições para o Brasil
A decisão britânica serve como um alerta para o Brasil, que historicamente utilizou estereótipos de gênero em campanhas publicitárias, inclusive para promover o turismo internacional. A iniciativa do Reino Unido demonstra a possibilidade de se construir uma publicidade mais inclusiva e responsável, incentivando uma reflexão sobre os valores transmitidos pela mídia e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.



