Médico pediatra, Ivan Savioli Ferraz, comenta sobre os riscos que a falta da imunização pode trazer aos pequenos
Queda na cobertura vacinal: um alerta para a saúde pública
O Brasil enfrenta uma preocupante queda na cobertura vacinal, iniciada por volta de 2012/2013. Em 2022, o país não atingiu as metas de vacinação para nenhuma das vacinas do Programa Nacional de Imunizações, apesar de uma leve melhora no final do ano devido a campanhas intensificadas. Essa situação persiste no início de 2023, com consequências graves para a saúde infantil e adulta.
Reaparecimento de doenças erradicadas: um risco real
A baixa cobertura vacinal tem levado ao reaparecimento de doenças consideradas erradicadas no Brasil, como o sarampo. A perda do certificado de erradicação do sarampo em 2018, dois anos após sua conquista, é um exemplo alarmante. A poliomielite, doença restrita a poucos países, também representa uma ameaça, podendo ser reintroduzida no Brasil caso a baixa imunização da população persista.
Importância da vacinação: imunidade e proteção
A vacinação proporciona uma resposta imunológica conhecida e controlada, preparando o organismo para combater agentes infecciosos. Crianças vacinadas têm o sistema imunológico preparado para enfrentar vírus e bactérias, diminuindo significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença, ou até mesmo o óbito. Embora o organismo possa produzir resposta imunológica mesmo sem vacinação, esta pode ser mais lenta e menos eficaz, aumentando a vulnerabilidade a doenças.
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As vacinas são essenciais para a saúde pública, tendo salvado mais vidas do que qualquer outro avanço médico, com exceção da água potável. A adesão à vacinação é crucial para proteger a população e evitar o retorno de doenças que já foram controladas, garantindo um futuro mais saudável para as crianças e para todos nós.