Confira no ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
A psicóloga Daniela Zeote conversou com a CBN sobre as superstições de fim de ano, um fenômeno cultural particularmente acentuado nessa época. Muitos brasileiros recorrem a rituais como pular sete ondas, comer lentilha e usar roupas brancas, buscando influenciar positivamente o ano que se inicia.
Superstições: Uma Questão Psicológica
Segundo Daniela, a eficácia das superstições reside no âmbito psicológico. Os rituais, como pular sete ondas, proporcionam uma sensação inconsciente de controle sobre o futuro, separando o bem do mal e reduzindo a ansiedade. Essa sensação de domínio sobre as incertezas é especialmente reconfortante após períodos difíceis, como os anos de 2020 e 2021.
O Limite entre Superstição e Transtorno
No entanto, a especialista alerta para os excessos. Quando as superstições se tornam rígidas e limitantes, interferindo na vida social, profissional e pessoal, podem evoluir para transtornos como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). O exemplo do cantor Roberto Carlos, que superou suas superstições após reconhecer seu TOC, ilustra essa questão. A linha divisória está em como as crenças impactam a vida da pessoa: se geram sofrimento e limitam sua liberdade, é preciso buscar ajuda profissional.
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Um Novo Ano, Novas Perspectivas
Embora as superstições possam ser benéficas para a saúde mental em doses moderadas, o importante é o equilíbrio. A psicóloga incentiva a prática de simpatias como forma de lidar com a ansiedade e se preparar para o novo ano, mas ressalta a necessidade de autoavaliação para evitar que se transformem em algo prejudicial. O ano de 2022 chega com a promessa de um novo ciclo, e a resiliência construída nos anos anteriores nos prepara para enfrentá-lo com mais força e sabedoria.