Força-tarefa prendeu 11 pessoas em diferentes cidades suspeitas de participar deste e de outros mega-assaltos
Nesta terça-feira, teve início a oitiva dos presos na segunda fase da Operação Carcará, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público. A investigação aponta para um planejamento sofisticado do ataque a um carro-forte em Cândido Portinari, na região de Franca, com indícios de preparação que remontam a pelo menos dois meses.
Suspeitos e Investigação
Os alvos da força-tarefa são considerados os principais suspeitos do assalto à empresa de valores em 9 de setembro. Além disso, eles são investigados por uma troca de tiros dois dias depois na Rodovia Joaquim Ferreira, próximo a Altinópolis (região de Ribeirão Preto), que resultou na morte de um policial militar e três bandidos. A complexidade do planejamento, o uso de armas pesadas (fuzis e coletes balísticos) e a sofisticação das ações chamaram a atenção das autoridades.
Planejamento e Rastreamento
A investigação, que incluiu interceptações telefônicas, revelou que o ataque em Cândido Portinari foi planejado com, pelo menos, dois meses de antecedência. O uso de conexões via satélite em uma rede de telefonia celular ajudou a rastrear os suspeitos. Roberto Marques Truvão Lafaev, um dos primeiros presos, teve seus deslocamentos monitorados pelas autoridades, passando por diversas cidades de São Paulo entre 18 de julho e 10 de setembro (data da prisão).
Resultados da Operação
A segunda fase da Operação Carcará resultou na apreensão de R$ 900 mil em espécie, nove veículos (avaliados em mais de R$ 1 milhão), 500 gramas de maconha, computadores, 21 celulares e o bloqueio judicial de um apartamento no litoral paulista avaliado em R$ 800 mil. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de novos desdobramentos a partir dos materiais apreendidos e dos depoimentos dos detidos.



