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Quadrilha que vendia produto como fosfoetanolamina sintética é detida

Comercialização do falso remédio rendia cerca de R$ 4 milhões por ano ao grupo, preso em Conchal
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Comercialização do falso remédio rendia cerca de R$ 4 milhões por ano ao grupo, preso em Conchal

Comercialização do falso remédio rendia cerca de R$ 4 milhões por ano ao grupo, preso em Conchal

Uma quadrilha foi desmantelada em São Paulo, acusada de vender um produto falsificado como se fosse a legítima fosfoetanolamina sintética, uma substância que ganhou notoriedade por seu potencial no tratamento de câncer.

Prisão e Descoberta do Laboratório Clandestino

O técnico em química Sergio Lützer foi preso sob a acusação de gerenciar a produção ilegal da substância. A prisão ocorreu em um barracão localizado em Conchas, no interior de São Paulo, onde funcionava o laboratório clandestino. No local, a polícia apreendeu equipamentos, produtos utilizados na falsificação e R$ 56 mil em dinheiro. Anotações contendo fórmulas da suposta fosfoetanolamina também foram encontradas.

Esquema de Venda e Distribuição

De acordo com as investigações, o produto falsificado era comercializado há aproximadamente três anos, inclusive fora do Brasil, ao preço de R$ 180 por frasco contendo 60 cápsulas. Jonathan Lützer, apontado como o chefe da quadrilha, foi preso em Brasília, onde coordenava o esquema de vendas. Sérgio Lechandre Lützer (filho de Sérgio) e Ana Iléia Lützer (esposa de Sérgio Lechandre), responsáveis pelo armazenamento do produto, também foram detidos. Além deles, Maria Madalena, encarregada de enviar os pedidos, também foi presa.

Lucro e Enganação

Segundo o delegado João Atali Banogueira Neto, a quadrilha visava um lucro considerável com a venda do produto falsificado. As negociações eram realizadas pela internet e através de mensagens de celular. Em uma das mensagens interceptadas, o responsável pelas vendas, utilizando o nome de Ricardo, oferecia o produto e orientava os supostos pacientes a interromperem tratamentos de quimioterapia para iniciar o uso da substância falsificada. A quadrilha planejava produzir 500 frascos por semana, o que representaria um faturamento anual de mais de R$ 4,3 milhões.

Laudo Técnico e Comparação

Uma amostra do produto falsificado foi adquirida pela reportagem da IPTV Central e encaminhada ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) para análise. O laudo revelou que o produto continha uma quantidade de fosfoetanolamina dez vezes menor do que a presente no produto original, produzido pela USP. O professor Gilberto Guyerice, responsável pelo desenvolvimento da substância original, afirmou que o produto falsificado se assemelhava mais a amido do que à fosfoetanolamina.

A ação criminosa desmantelada em São Paulo demonstra a importância da vigilância e do combate à falsificação de medicamentos, especialmente aqueles que prometem curas milagrosas. A comercialização de produtos falsificados não apenas lesa financeiramente os consumidores, mas também coloca em risco a saúde de pessoas que buscam tratamentos eficazes.

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