Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O Federal Reserve (Fed), banco central americano, elevou a taxa básica de juros em dezembro de 2016, marcando a segunda alta em 10 anos (a primeira ocorreu em dezembro de 2015). Essa decisão, embora esperada por analistas econômicos, possui implicações significativas para os Estados Unidos e o resto do mundo.
Aumento da Taxa de Juros nos EUA e suas Consequências Globais
Após um longo período de taxas de juros próximas a zero, pós-crise de 2008, o Fed vem gradualmente normalizando sua política monetária. A taxa atual oscila entre 0,5% e 0,75% ao ano, enquanto a inflação americana se mantém em torno de 1,3% a 1,5%. A expectativa é que haja mais duas ou três altas de juros em 2017. Esse movimento valoriza o dólar e influencia os fluxos de capitais globais, tornando mais caro para países como o Brasil se financiar internacionalmente.
Cenário Econômico Brasileiro: Crise Política e Desafios
Enquanto a economia americana demonstra sinais de recuperação, o Brasil enfrenta uma grave crise política que agrava a situação econômica. O país sofre com uma depressão econômica, caracterizada por baixos investimentos, desemprego em alta, arrecadação em queda e consumo das famílias em declínio. Apesar de a equipe econômica brasileira apresentar um planejamento consistente para a recuperação, o impasse político dificulta a implementação das medidas.
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Perspectivas e Medidas de Estímulo
Embora o cenário seja desafiador, há sinais de progresso. A aprovação do limite de gastos é um avanço importante. O governo planeja anunciar medidas de estímulo à economia, que incluem ações microeconômicas como o uso do FGTS para quitar dívidas, financiamento para pequenas e médias empresas e destravamento de concessões e privatizações. Essas medidas, embora não solucionem a crise a curto prazo, visam a uma recuperação mais forte no segundo semestre de 2017. A situação exige paciência e a busca por serenidade entre os poderes para que o país supere esse momento difícil.