Fernando Nobre, médico cardiologista, comenta uma pesquisa que propõe responder essa questão; ouça ‘CBN Saúde’
Aumento do consumo de nicotina entre adolescentes: um alerta sobre o vape
O perigo silencioso do vape
Enquanto campanhas de conscientização sobre os males do tabagismo tradicional obtiveram sucesso na redução do consumo de cigarros, um novo desafio surge com o crescente uso de vapes, apesar de sua proibição. Um estudo recente levanta preocupações sobre os níveis de nicotina presentes em adolescentes que utilizam vapes, comparando-os aos que fumam cigarros convencionais.
Resultados preocupantes do estudo
A pesquisa, realizada com 364 adolescentes de diferentes países, analisou a presença de metabólitos de nicotina na urina. Os resultados mostraram que o vape está associado a níveis de nicotina similares, e em alguns casos, até superiores aos do cigarro tradicional. A combinação do vape com outras substâncias amplificou ainda mais esses níveis. Esses dados desmistificam a ideia de que o vape seria uma alternativa menos prejudicial ao tabagismo.
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Dependência e os riscos para a saúde
O estudo concluiu que o vape causa dependência semelhante, ou até maior, que o cigarro convencional. A indústria do vape induz, de forma perversa, jovens ao vício, demonstrando falta de ética e responsabilidade. A dependência causada por esses produtos traz consequências graves à saúde, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes para combater o seu uso.
A crescente popularidade do vape entre adolescentes exige uma atenção imediata. A indústria precisa ser responsabilizada pela disseminação desse vício, e medidas efetivas devem ser tomadas para proteger a saúde dos jovens. É crucial desmistificar a ideia de que o vape é uma alternativa segura ao cigarro, pois os dados demonstram o contrário.